Justiça dos EUA reduz pena de US$2,5 bi de caso Exxon Valdez

A Suprema Corte dos Estados Unidosreduziu a pena contra a Exxon de pagamento de 2,5 bilhões dedólares relativo ao ressarcimento de danos causados peloderramamento de óleo do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, em1989. A corte mais elevada do país decidiu que a punição contra amaior empresa dos Estados Unidos em valor de mercado deve serlimitada a uma quantia igual aos danos compensatóriosrelevantes de 507,5 milhões de dólares. Na decisão do tribunal, o juiz David Souter concluiu que os2,5 bilhões de dólares são uma quantia excessiva sob a leifederal marítima e devem ser reduzidos para cobrirem os danosreais. O caso envolveu cerca de 32 mil pescadores comerciais,população nativa do Alasca, donos de propriedades e outraspessoas afetadas pelo pior caso de derramamento de óleo dopaís. O crescente preço do petróleo impulsionou a lucratividadeda Exxon Mobil para níveis nunca vistos. A companhia registroulucro de 40,6 bilhões de dólares em 2007. De acordo com números do primeiro trimestre de 2007, apenasdois dias de receitas da Exxon no período seriam suficientespara o pagamento dos 2,5 bilhões de dólares. O superpetroleiro Exxon Valdez encalhou em Prince WilliamSound, no Alasca, em março de 1989, derramando cerca de 11milhões de galões de petróleo. O vazamento espalhou óleo por mais de 1.900 quilômetros decosta, fechou pesqueiros e matou milhares de animais marinhos ecentenas de milhares de pássaros marítimos. Um júri federal do Alasca havia imposto 5 bilhões dedólares em pagamento de danos causados pelo derramamento em1994. Posteriormente, um juiz federal reduziu a pena para 4,5bilhões de dólares e, em seguida, um tribunal de apelaçãodiminuiu o valor para 2,5 bilhões de dólares.

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