Justiça mineira apreende loja de acusado de golpe de R$ 50 mi em investidores

Apreensão de uma unidade da empresa Firv Consultoria foi determinada para garantir o pagamento de R$ 25 mil a três investidores; golpe pode ter atingido mil pessoas

Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo,

19 de agosto de 2010 | 16h07

A Justiça de Minas Gerais determinou nesta quinta-feira, 19, o arresto de uma loja da empresa Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros, de propriedade do empresário Thales Emanuelle Mailine, suspeito de dar golpe em cerca de mil investidores que pode chegar a R$ 50 milhões.

A apreensão da loja, localizada em bairro nobre da capital mineira, foi determinada pelo juiz da 7ª Vara Cível do Fórum Lafayette, Ricardo Torres Oliveira, para tentar garantir o pagamento de R$ 25 mil a três investidores.

Segundo a assessoria do Fórum, já há na Justiça mineira 29 ações contra Thales e seus sócios na Firv, a irmã dele, Ianny Márcia Maioline, e o ex-administrador Oséias Marques Ventura. Nessas ações já foram concedidas outras cinco liminares, todas determinando o bloqueio de valores nas contas da Firv e dos proprietários - Ianny e Ventura também alegam terem sido lesados por Maioline.

O empresário foi visto pela última vez em 23 de julho, ao sair de um hotel em São Paulo em direção ao Terminal Rodoviário Tietê. Pelas investigações da Polícia Civil mineira, Maioline arrecadou investidores em Belo Horizonte e mais 13 cidades mineiras para aplicarem em um fundo de investimento gerenciado pela Firv com promessas de rendimentos de até 5% ao mês, mais 11% a cada seis meses de aplicação.

Ainda segundo a polícia, a exemplo do operador de Wall Street Bernard Madoff, condenado a 150 anos de prisão nos Estados Unidos por dar golpe semelhante, Maioline usava o dinheiro de novos investidores para pagar àqueles que pretendiam resgatar as aplicações. Mas a maioria dos clientes preferia reinvestir o dinheiro diante das altas taxas de retorno.

Só que Maioline sequer tinha autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar na Bolsa de Valores e a polícia acredita que ele tenha desviado o dinheiro dos aplicados para contas em paraísos fiscais. O empresário teve a prisão decretada pela Justiça, mas ele não foi encontrado pela polícia, que buscas em Minas e São Paulo.

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