Kia descarta adesão ao Inovar-Auto

Maior importadora de veículos do País, a Kia Motors informou que não irá aderir ao Inovar-Auto, mesmo após o governo publicar, nesta segunda-feira, 20, a regulamentação do novo regime automotivo. Segundo o Grupo Gandini, que representa a montadora sul-coreana no País, o problema continua sendo a cota máxima de importação de veículos com redução de 30 pontos do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), de 4.800 unidades por ano, que é insuficiente para a empresa. A média de vendas da Kia Motors, nos últimos três anos, foi de 52 mil unidades.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

21 de maio de 2013 | 17h49

Na regulamentação do novo regime automotivo, a principal alteração feita pelo governo, já prevista, foi a ampliação das exigências às montadoras brasileira na nacionalização do processo fabril de veículos. Em 2013, oito etapas do processo de produção serão necessariamente feitas no País, ante seis etapas previstas na edição do Inovar-Auto de outubro de 2012.

Em entrevista recente ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o empresário José Luiz Gandini, presidente do Grupo Gandini, ratificou que a matriz sul-coreana da Kia Motors definiu que terá uma fábrica de veículos no Brasil. No entanto, o modelo de gestão da futura unidade - como montadora independente ou em parceria com o Grupo Gandini - ainda não está fechado e é mais um entrave para a adesão ao Inovar-Auto.

De acordo com o empresário, se o Grupo Gandini fosse habilitado e a Kia resolvesse fazer uma fábrica independente no Brasil, toda a habilitação teria de ser refeita.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) informou que até o momento ainda avalia o decreto publicado nesta segunda.

Audi -

A Audi informou que ainda está analisando a regulamentação do Inovar-Auto para decidir se irá levar adiante o projeto de uma planta industrial no País para até 35 mil carros por ano.

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