Klabin prevê mais investimentos para atender demanda

Ao atingir no primeiro trimestre de 2013 a marca de sete trimestres consecutivos de elevação do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) no acumulado de 12 meses, a Klabin dá sinais de que os anúncios de novos investimentos devem ser mais constantes nos próximos meses. Segundo o diretor geral da companhia Fabio Schvartsman, os resultados da maior fabricante brasileira de papéis para embalagens estão "calcados em fundamentos muito bons". Com isso, a Klabin está pronta para anunciar investimentos adicionais sempre que a demanda justificar novos projetos.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

26 de abril de 2013 | 12h58

Neste momento, os próximos projetos a entrar em operação são a nova máquina de sack kraft (usado na confecção de embalagens de papelão ondulado), com início de produção previsto para o quarto trimestre deste ano, e uma nova máquina de papéis reciclados, prevista para meados de 2014.

Além desses projetos, a Klabin também estuda a construção de novas fábricas de papel cartão e celulose. Os dois projetos, porém, são de grandes dimensões e não devem alterar o ritmo de investimentos de menor porte da Klabin. "Temos demanda para mais conversões e vamos continuar colocando mais oferta no mercado", afirmou Schvartsman, destacando principalmente o aumento da demanda no Nordeste.

O executivo explicou que projetos como a instalação de uma nova onduladeira, como ocorrera em Goiana (PE) em 2012, são investimentos "menores" e "naturais" para uma companhia com o perfil da Klabin. "São investimentos de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões na adição de 100 mil toneladas anuais", destacou o executivo. O número equivale a aproximadamente 6% do investimento de R$ 654 milhões realizado pela Klabin no ano passado.

De igual maneira, complementou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores Sergio Alfano, o investimento na instalação de uma nova máquina para a produção de sacos é de 7 a 8 milhões de euros para um acréscimo aproximado de 100 milhões de sacos por ano. "É muito natural esse tipo de processo (investimentos em linhas de conversão de papéis) à medida que haja demanda no mercado", ressaltou Schvartsman.

Antes de sinalizar que a companhia já analisa a possibilidade de novos investimentos com esse perfil, o diretor geral da Klabin destacou a solidez dos resultados da empresa. No primeiro trimestre, o Ebitda da Klabin cresceu 23% em relação ao mesmo período de 2012 e totalizou R$ 384 milhões. "Vale lembrar que temos neste instante uma série bastante longa de crescimento. Portanto, crescer 23% em cima de uma base elevada é algo bastante bom", analisou.

A meta da Klabin, segundo Schvartsman, continua sendo a de dobrar de tamanho. Desde o ano passado, o executivo destaca que essa é a previsão da companhia para um horizonte de três anos. Para isso, será fundamental a aprovação do projeto de construção de uma fábrica de celulose no Paraná, cuja decisão final estaria próxima, e de uma nova unidade de papel cartão.

O crescimento da oferta, porém, deverá vir acompanhado de uma "preocupação intensa e contínua com custos", segundo ele. Por isso, a Klabin também continua anunciando investimentos nessa direção. Na quarta-feira passada, o conselho de administração da Klabin aprovou projeto de modernização do pátio de madeira da unidade Monte Alegre (PR). O investimento deverá proporcionar uma economia anual de R$ 12 milhões.

Outros investimentos anunciados anteriormente e já concluídos e o plano de redução de custos na operação florestal atualmente em curso também têm possibilitado à Klabin registrar uma variação do custo caixa de produção de suas unidades em ritmos inferiores à variação da inflação.

Na outra ponta, a trajetória de preços de seus produtos está em ascensão, uma das razões que explica o aumento das margens da fabricante de papéis. Ao longo do primeiro trimestre, a Klabin anunciou o reajuste de alguns de seus produtos e também foi beneficiada pela tendência de alta dos preços de papéis no exterior, caso do kraftliner usado na produção de caixas de papelão ondulado, além do câmbio.

Questionado se os preços continuarão a subir, Schvartsman evitou fazer comentários sobre o tema. O executivo, por outro lado, mostrou repetidas vezes durante sua conversa com analistas e investidores a satisfação com o desempenho da Klabin no mercado doméstico. No primeiro trimestre, os mercados nos quais a companhia atua cresceram 4%, contra uma alta de 11% da Klabin.

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