Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters

Korean Air anuncia fim do voo para São Paulo e Air France desiste de Brasília

Recessão e dólar alto levaram mais duas companhias aéreas internacionais a anunciar o fim de voos para o Brasil

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2016 | 10h08

LONDRES - A recessão e o dólar alto, que têm esvaziado aviões, levaram mais duas companhias aéreas internacionais a anunciar o fim de voos para o Brasil. Nesta sexta-feira, a Korean Air anunciou que deixará de voar entre São Paulo e Seul a partir do fim de setembro. A francesa Air France também reduzirá a oferta e anunciou nos últimos dias a desistência da rota entre Brasília e Paris.

Em um breve comunicado, a maior aérea coreana anunciou que deixará de voar para o Brasil em 26 de setembro. A rota entre o Brasil e a Coreia do Sul tem uma escala em Los Angeles, nos Estados Unidos, e opera atualmente três vezes por semana. Passageiros com reservas posteriores a essa data devem procurar a companhia ou o agente de viagens para remarcação ou reembolso.

O voo São Paulo - Los Angeles - Seul opera desde junho de 2008 e por muitos anos foi a única ligação entre o Brasil e a costa oeste dos EUA. A rota entre a capital paulista e Los Angeles, porém, ganhou a concorrência da American Airlines que voa diariamente entre as duas cidades desde o fim de 2013.

Com a chegada da concorrente, a Korean chegou a trocar o avião para o Brasil por um modelo menor: em 2015, o Boeing 777-300 com capacidade para 291 passageiros foi substituído por um Airbus 330-200 para 218 pessoas. Mesmo assim, a rota não conseguiu se manter viável.

Nos últimos dias, a Air France também anunciou redução da oferta de voos para o Brasil com o cancelamento da rota entre Brasília e Paris. O voo será interrompido em 15 de setembro e a companhia explica a decisão pela desaceleração econômica no País. Com a medida, passageiros da capital federal terão de se deslocar para São Paulo ou Rio de Janeiro para embarcar em aviões da companhia europeia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.