Kroton lucra R$ 475,4 milhões no primeiro trimestre, queda de 3,7%

Kroton lucra R$ 475,4 milhões no primeiro trimestre, queda de 3,7%

Já a receita líquida da companhia entre janeiro e março foi de R$ 1,363 bilhão, recuo de 0,1% na comparação com os mesmos meses do ano anterior

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 10h29

A Kroton, líder no mercado de ensino superior particular, reportou lucro líquido de R$ 475,4 milhões no primeiro trimestre de 2018, resultado 3,7% menor do que o reportado no mesmo período do ano anterior.

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A receita líquida da companhia entre janeiro e março foi de R$ 1,363 bilhão, recuo de 0,1% na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Em relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, a Kroton atingiu R$ 614,7 milhões no primeiro trimestre de 2018.

O resultado foi 3,9% menor que o dos mesmos meses do ano anterior. A empresa reportou ainda um lucro ajustado que ficou em R$ 538,9 milhões, recuo de 6,6% na comparação com os mesmos meses de 2017.

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O resultado da Kroton no primeiro trimestre de 2018 ficou em linha com as estimativas do mercado. O lucro ficou próximo da média das projeções de seis instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast (Bradesco, BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley, Safra e Santander), a qual apontava para lucro líquido ajustado de R$ 543,7 milhões.

O Ebitda ajustado da companhia de educação também ficou em linha com os R$ 598,2 milhões esperados, em média, pelos analistas. O resultado é considerado em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Mensalidade. A Kroton registrou aumento no tíquete médio do ensino superior presencial e na modalidade à distância. No ensino superior presencial, o tíquete médio da Kroton aumentou 2,4% no primeiro trimestre de 2018 ante igual período do ano anterior, chegando a R$ 898,8. Já no EAD, a alta foi de 1,4%, para R$ 266,9.

Sobre o ensino presencial, a companhia informou que a alta reflete o reajuste anual das mensalidades e a participação de cursos com mensalidades maiores na composição da base.

A empresa destacou, no entanto, que o crescimento do tíquete médio abaixo da inflação reflete uma menor incidência de estudantes que aderem aos programas de parcelamento de mensalidade da empresa. Nesses programas, o valor da mensalidade não tem descontos e, por isso, o tíquete é maior.

Os alunos do programa de parcelamento PEP têm o maior tíquete da graduação presencial, com média de R$ 1,271 mil. Segundo a companhia, isso ocorre porque o financiamento permite a entrada do aluno em cursos mais caros. Alunos com Fies têm um tíquete de R$ 1,235 mil e, por fim, os alunos pagantes e sem financiamento, possuem tíquete médio de R$ 805,5.

Sobre o ensino a distância, a empresa informou que a alta reflete o reajuste anual e o aumento da base de alunos com o chamado EAD Premium, modelo que tem maior conteúdo presencial.

A empresa considerou que conseguiu ofuscar o impacto do aumento da competição no ensino a distância. Apesar disso, declarou que houve aumento nos descontos temporários concedidos. Segundo a Kroton, a expectativa é de recuperação

no valor da mensalidade média para o segundo trimestre, levando o resultado do semestre para um desempenho mais perto da inflação.

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