Lácteos: exportações dobram e setor está próximo do superávit

São Paulo, 11 - As receitas com a exportações de lácteos aumentaram 102,5% de janeiro a outubro em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o setor arrecadou US$ 68,6 milhões, contra os U$ 33,9 milhões registrados nos dez primeiros meses de 2003. Em volume, as exportações de lácteos somaram 50,3 mil toneladas, 61,7% a mais que no ano passado. Os dados foram divulgados hoje pela Comissão Nacional da Pecuária de Leite (CNPL) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ainda não foi neste mês que o setor conseguiu se tornar superavitário em termos de balança comercial. Mas o presidente da CNPL, Rodrigo Alvim, aponta que o saldo na balança do setor está negativo em apenas US$ 955,3 mil (diferença entre US$ 68,6 milhões de exportações e US$ 69,6 milhões de importações), ou seja, 1,55% do déficit de US$ 61,7 milhões registrado entre janeiro e outubro do ano passado. Ele estima que até o final do ano o setor terá revertido este déficit de 1,5%. Segundo explica Alvim, o Brasil está ampliando, mês a mês, o fôlego exportador e reduzindo as importações de lácteos. Em outubro, as exportações foram de 8,7 mil toneladas, gerando receitas de US$ 11 milhões. As importações foram de 4,8 mil toneladas, com despesas de US$ 8 milhões. O resultado foi um superávit de US$ 3 milhões na balança comercial de lácteos do mês passado. O principal item da pauta de exportações do setor no mês passado foi leite em pó, com receitas de US$ 5,3 milhões. Os principais compradores foram Argélia, Venezuela e Chile. Leite condensado foi o segundo principal produto exportado (US$ 3,8 milhões). Juntos, leite em pó e leite condensado representaram exportações de US$ 9,1 milhões, ou seja, mais de 80 do total de lácteos exportados. Segundo Alvim, o Brasil tem atualmente competitividade frente a outros fortes produtores, como Austrália, Nova Zelândia e países da União Européia. O País está sendo beneficiado pela tendência de manutenção de preços elevados dos lácteos no mercado internacional, o que facilita as exportações e inibe importações.

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