Hannibal Hanschke/Reuters
Hannibal Hanschke/Reuters

Lego pode ficar sem blocos de brinquedo e não atender a todos os pedidos do Natal

Empresa dinamarquesa, maior fabricante de brinquedos do mundo, teve dificuldades em prever a demanda de forma precisa

Reuters

20 Outubro 2015 | 20h32

COPENHAGUE - Algumas crianças podem não ter seus desejos de Natal realizados neste ano, pois as fábricas da Lego, embora estejam operando em sua capacidade máxima, podem não conseguir fabricar blocos de plástico em número suficiente para atender a demanda das lojas de brinquedo da Europa.

A empresa dinamarquesa se tornou a maior fabricante de brinquedos do mundo em vendas, superando a norte-americana Mattel, que fabrica as bonecas Barbie, graças, em parte, a brinquedos ligados a filmes, como "Uma Aventura Lego". Mas as dificuldades em prever a demanda de forma precisa significa que alguns pedidos não serão atendidos a tempo.

"Não vamos conseguir entregar todos os pedidos de clientes que estão chegando no restante do ano", disse o porta-voz Roar Trangbaek à Reuters. Ele se recusou a informar quais linhas de brinquedos e quais países europeus serão afetados. Trangbaek disse que a empresa terá capacidade de atender os pedidos que já recebeu, mas deverá ter problema em atender a novas encomendas ainda neste ano.

"É realmente extraordinário e superou tanto as nossas previsões quanto as de nossos clientes", disse Trangbaek quando indagado sobre os motivos que levaram a companhia a não prever a alta demanda.

Vendas fortes. As vendas da Lego cresceram 18% na primeira metade deste ano, para 14 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 2,1 bilhões), colocando-a à frente da Mattel e da Hasbro, fabricante do jogo de tabuleiro Monopoly, cujas receitas foram de US$ 1,9 bilhão e US$ 1,5 bilhão, respectivamente.

"Estamos operando nossas fábricas na capacidade máxima e vamos fazer tudo que pudermos para atender à demanda", disse Trangbaek.

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