Leia a íntegra do comunicado do Federal Reserve

Segue a íntegra do comunicado divulgado pelo Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve norte-americano (Fomc) ao fim de sua reunião de dois dias encerrada nesta quarta-feira, 18:

Renato Martins, da Agência Estado ,

18 de setembro de 2013 | 15h56

"Informações recebidas desde que o Comitê Federal de Mercado Aberto se reuniu em julho sugerem que a atividade econômica tem se expandido a um ritmo moderado. Alguns indicadores das condições do mercado de mão de obra mostraram melhora adicional nos últimos meses, mas a taxa de desemprego permanece elevada. Os gastos dos domicílios e os investimentos das empresas em ativos fixos avançaram e o setor de moradias tem se fortalecido, mas os juros das hipotecas subiram mais e a política fiscal está restringindo o crescimento econômico. À parte flutuações resultantes de variações nos preços da energia, a inflação tem ficado abaixo da meta de longo prazo do Comitê, mas as expectativas quanto à inflação no prazo mais longo permaneceram estáveis.

"Consistente com seu mandato estatutário, o Comitê busca fomentar o máximo emprego e a estabilidade dos preços. O Comitê espera que, com uma acomodação apropriada da política, o crescimento econômico vai acelerar desde seu ritmo recente e a taxa de desemprego vai declinar gradualmente para níveis que o Comitê considera consistente com seu mandato duplo. O Comitê vê os riscos negativos para a perspectiva da economia e para o mercado de mão de obra como tendo diminuído, desde último outono, mas o aperto das condições financeiras observado nos meses recentes, caso se sustente, poderá desacelerar o ritmo de melhora na economia e no mercado de mão de obra. O Comitê reconhece que uma inflação persistentemente abaixo de sua meta de 2% pode trazer riscos ao desempenho econômico, mas prevê que a inflação voltará a se mover na direção de seu objetivo no médio prazo.

"Levando em conta a extensão do cerceamento fiscal federal, o Comitê vê a melhora na atividade econômica e nas condições do mercado de mão de obra desde que ele iniciou seu programa de compras de ativos, há um ano, como consistentes com a tendência subjacente de crescimento na economia em geral. Contudo, o Comitê decidiu esperar por mais evidências de que o progresso será sustentado antes de ajustar o ritmo de suas compras. Portanto, o Comitê decidiu continuar a comprar mais títulos de agências lastreados em hipotecas, ao ritmo de US$ 40 bilhões por mês, e títulos do Tesouro com prazos mais longos ao ritmo de US$ 45 bilhões por mês. O Comitê está mantendo sua política existente de reinvestir os pagamentos do principal de suas posições em dívida das agências e títulos de agências lastreados em hipotecas em títulos de agências lastreados em hipotecas e da rolagem de títulos do Tesouro que vencerem em leilão. Juntas essas medidas deverão manter a pressão para baixo sobre os juros de prazos mais longos, apoiar os mercados de hipotecas e ajudar a tornar as condições financeiras em geral mais acomodatícias, o que, por sua vez, deve promover uma recuperação econômica mais forte e ajudar a assegurar que a inflação, ao longo do tempo, esteja no nível mais consistente com o mandato duplo do Comitê.

"O Comitê vai monitorar de perto as informações sobre os acontecimentos econômicos e financeiros nos próximos meses e vai continuar suas compras de títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas, e a empregar suas outras ferramentas de política conforme apropriado, até que a perspectiva para o mercado de mão de obra tenha melhorado substancialmente num contexto de estabilidade dos preços. Ao julgar quando moderar o ritmo de suas compras de ativos, o Comitê vai, em suas próximas reuniões, avaliar se as informações que chegarem continuam a apoiar a expectativa do Comitê sobre a melhora em andamento nas condições do mercado de mão de obra e de a inflação voltar a se mover na direção de seu objetivo de longo prazo. As compras de ativos não estão num curso preestabelecido e as decisões do Comitê sobre seu ritmo vão continuar dependentes da perspectiva econômica do Comitê, assim como de sua avaliação sobre a eficácia e os custos prováveis de tais compras.

"Para apoiar o progresso contínuo na direção do nível máximo de emprego e da estabilidade dos preços, o Comitê reafirmou hoje sua visão de que uma posição altamente acomodatícia da política monetária continuará apropriada por um período de tempo considerável depois de o programa de compras de ativos terminar e de a recuperação econômica se fortalecer. Em particular, o Comitê decidiu manter a meta para a taxa dos Federal Funds em zero a 0,25% e prevê atualmente que essa faixa excepcionalmente baixa para a taxa dos Federal Funds será apropriada pelo menos enquanto a taxa de desemprego permanecer acima de 6,5%, a inflação para o período de um a dois anos à frente seja projetada para ficar em não mais de 0,5 ponto porcentual acima da meta do Comitê para o longo prazo, de 2%, e as expectativas sobre a inflação no prazo mais longo continuem a estar bem ancoradas. Ao determinar por quanto tempo manter uma posição altamente acomodatícia da política monetária, o Comitê também vai considerar outras informações, inclusive medições adicionais das condições do mercado de mão de obra, indicadores de pressões inflacionárias e de expectativas quanto à inflação e leituras sobre os acontecimentos financeiros. Quando o Comitê decidir começar a remover a acomodação da política, ele adotará um ponto de vista equilibrado, consistente com seus objetivos de longo prazo de emprego máximo e inflação em 2%.

"Votaram a favor da decisão de política monetária: Ben S. Bernanke, chairman; William C. Dudley, vice-chairman; James Bullard; Charles L. Evans; Jerome H. Powell; Eric S. Rosengren; Jeremy C. Stein; Daniel K. Tarullo; e Janet L. Yellen. Votou contra: Esther L. George, que estava preocupada com que a continuidade do alto nível de acomodação monetária eleve os riscos de desequilíbrios econômicos e financeiros futuros e, ao longo do tempo, possa causar uma elevação das expectativas quanto à inflação no prazo mais longo."

A íntegra do comunicado em inglês está disponível em http://federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20130918a.htm

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