Leilão de Jirau terá apenas dois consórcios--fontes

Apenas dois consórcios deverãoparticipar do leilão da segunda usina do rio Madeira (RO),Jirau, previsto para acontecer no próximo dia 19. Um dos gruposserá formado por Furnas, Cemig e Odebrecht e o outro por Chesf,Eletrosul, Camargo Corrêa e Suez Energy. Em reunião em Brasília nesta terça-feira, a Eletrobráspretende bater o martelo para juntar dois consórcios queperderam a disputa no primeiro leilão, da usina de SantoAntônio, e com isso garantir alguma concorrência para Furnas eOdebrecht, que saíram vencedoras. Segundo participantes do segundo consórcio, a idéia é criarmais força para enfrentar Furnas e Odebrecht, parceiras desde2001 na formação do projeto do complexo hidrelétrico do rioMadeira. As duas empresas, junto com a Cemig e a AndradeGutierrez, conseguiram comprar a concessão da primeira usina,com capacidade para 3,1 mil megawatts, com deságio de 35 porcento sobre o preço inicial do leilão. Segundo o presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde, a ofertapara a segunda usina, de 3,3 mil megawatts, poderá ser aindamais baixa. Para construir uma proposta mais agressiva, o consórcioEnergia Sustentável, liderado pela Suez, anunciou nestaterça-feira a realização de um leilão no dia 16 para venda deenergia de Jirau no mercado livre, condicionada à vitória dogrupo no certame. O vencedor do leilão terá direito a vender 30 por cento dos1.908 megawatts médios da energia firme de Jirau para o mercadolivre. O leilão do consórcio é aberto a consumidores livres egeradores. Para cada participante, será disponibilizado umvalor mínimo de 50 megawatts médios, a serem entregues nossubmercados Sul e Sudeste sem distinção de valores entre eles,informou a convocação para o leilão. "Com esse leilão é possível se ter uma idéia de até quepreço se pode descer em Jirau", disse uma fonte próxima aoconsórcio. SANEAMENTO DE DISTRIBUIDORAS Na mesma reunião em que a Eletrobrás vai decidir sobre osconsórcios que disputarão Jirau, a estatal também nomeará oengenheiro Flavio Decat, ex-presidente da Eletronuclear duranteo governo Fernando Henrique Cardoso, para presidir as setedistribuidoras de energia federalizadas e que serão saneadaspelo governo em vez de privatizadas. Decat será nomeado diretor da Eletrobrás para cumprir essafunção, informou uma fonte. Apesar de integrarem o programa de privatização do governopassado, as distribuidoras EletroAcre, Ceron (Rondônia), ManausEnergia, Boavista e CER (Roraima), CEA (Amapá), Cepisa (Piauí)e Ceal (Alagoas) não encontraram interessados e ficaram com aUnião.

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