Leilão do Berj fracassa por falta de propostas

O leilão do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) foi encerrado nesta manhã sem o recebimento de propostas na Bolsa de Valores do Rio. As corretoras do Itaú-Unibanco e do Bradesco fizeram os depósitos de garantia para o leilão, mas não apresentaram suas propostas antes do encerramento da venda.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

31 de maio de 2010 | 10h50

O leilão teve início pontualmente às 10 horas e foi encerrado às 10h10. O lance mínimo era de R$ 513 milhões, sendo que o comprador do banco poderia operar por três anos a folha de pagamento dos servidores do Estado. A operação da folha custaria ao comprador R$ 374 milhões, valor que seria somado ao lance oferecido pelo banco.

Com o fracasso do leilão, o secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado do Rio, Regis Fichtner, explicou que o governo vai "avaliar a situação" para definir os próximos passos na tentativa de venda do banco. Segundo ele, as corretoras Itaú-Unibanco e Bradesco "tiveram uma visão equivocada e perderam uma grande oportunidade de adquirir um banco que oferece possibilidade de grande lucratividade".

Segundo ele, os principais atrativos do Berj são a operação da folha de pagamento de 350 mil servidores ativos e inativos do Estado e um prejuízo fiscal de R$ 3 bilhões que poderia ser usado pelos compradores para abatimento no imposto de renda.

A primeira tentativa de venda do Berj ocorreu em 2006, mas não houve interessados no leilão, que havia estabelecido um lance mínimo de R$ 738 milhões. O leilão encerrado hoje na Bolsa de Valores do Rio foi a segunda tentativa do governo estadual de vender o banco.

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