Light desconhece nova paralisação de obras de Belo Monte

O presidente da Light, Jerson Kelman, afirmou desconhecer, até o momento, notícias sobre nova paralisação nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, com previsão de entrar em operação em 2015. A empresa tem participação minoritária, inferior a 10%, no consórcio Norte Energia, responsável pelo empreendimento. "Não me cabe ficar falando sobre isso, temos participação minoritária no projeto" disse, acrescentando que informações sobre suposta paralisação deverão ser divulgadas em comunicado do próprio consórcio, cujo acionista majoritário é o grupo Eletrobras.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

30 de novembro de 2011 | 16h17

No entanto, ele aproveitou a ocasião de hoje, em evento no Rio, para rebater críticas em relação à construção da usina. Ressaltando que falava não como acionista, mas como especialista em recursos hídricos, o executivo afirmou que a população não está recebendo informações completas sobre o projeto.

Kelman admitiu que a construção de uma usina como Belo Monte deve levar em consideração não somente debates técnicos, mas também o posicionamento da sociedade sobre o tema. E avaliou que, enquanto o impacto ambiental da usina é constantemente divulgado na imprensa, o mesmo não se dá quanto à necessidade do projeto na matriz energética brasileira. "O que acontece se a usina não for feita? Esta pergunta não é formulada e não é respondida", afirmou. Ele acrescentou que fontes de energia renováveis são importantes, mas não cobrem todo o potencial da usina, que terá em torno de 11 mil megawatts de capacidade instalada quando finalizada, ou seja, de grande relevância para o consumo de energia no País, na avaliação do executivo.

"A questão, quando é excessivamente simplificada, quando se dão respostas excessivamente simplificadas e, portanto, erradas, empobrece o debate. A questão é que a sociedade tem que ser bem informada e no momento ela não está bem informada", concluiu.

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