Light pretende investir R$ 700 milhões em 2010

A Light, distribuidora de energia elétrica no Rio de Janeiro, vai investir R$ 700 milhões em 2010, dos quais R$ 200 milhões serão aplicados na redução de perdas, disse esta tarde o vice-presidente de Relações com Investidores da empresa, Ronnie Vaz Moreira. Segundo ele, entre os investimentos para combate as perdas, está prevista a instalação de 122 mil medidores eletrônicos. O objetivo da companhia é reduzir em 500 Gigawatts-hora (GWh) as perdas elétricas neste ano, reduzindo o índice para abaixo da meta regulatória de 38,68%, definida pela nova metodologia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2009, a Light fechou este indicador em 42,4%.

KELLY LIMA, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2010 | 15h14

Segundo Moreira, o programa de combate às perdas da companhia foi prejudicado no ano passado pela demora do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em autorizar a instalação destes medidores. Em teleconferência com analistas, ele citou como exemplo algumas áreas do Rio que já passaram por esta substituição.

Na área de Sarapuí, que fica dentro do município de Duque de Caxias, por exemplo, ele citou que a substituição dos medidores elevou o consumo em 45%, devido principalmente à incorporação de clientes que estavam fraudando o sistema. Isso fica claro comparando a média de crescimento do consumo no município no mesmo período, que foi de 13%. Além da incorporação de clientes que tinham energia clandestina, também estamos substituindo as redes antigas por mais novas, garantindo que o número de cortes de energia reduza", comentou.

Leilão

A Light informou também que pretende participar com dois projetos no próximo leilão de energia eólica. Segundo o presidente da empresa, José Luiz Alquéres, ambos os projetos estão localizados em Aracati (CE) e terão capacidade instalada total de 34 Megawatts (MW). "Estudamos nove localizações para participar do primeiro leilão eólico e identificamos estes dois parques muito bons no Ceará. Mas achamos que aquela não era a melhor ocasião ainda, devido às características do leilão, onde vimos forte participação estatal", afirmou. Ele disse ainda que há no mercado forte sinalização de que o mercado eólico ainda passará por uma evolução, com uma maior eficiência dos equipamentos de maior porte.

A Light marcou assembleia para o próximo dia 26 de fevereiro para referendar a adoção do aditivo aos contratos das distribuidoras, proposto pela Aneel. A proposta aditivo aos contratos de concessão faz com que daqui pra frente os ganhos de escala nos mercados das distribuidoras passem a ser levados em conta no cálculo das tarifas. Na prática, isso deverá implicar reajustes menores, na maioria dos casos.

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