Lloyds anuncia reorganização e corte de mais 2,1 mil vagas

Demissões vão agravar ainda mais a taxa de desemprego no Reino Unido; sindicato reage ao anúncio

Danielle Chaves, da Agência Estado, e Dow Jones,

30 de junho de 2009 | 12h34

O Lloyds Banking Group informou que está reorganizando suas operações, o que vai resultar na perda de 2,1 mil empregos além dos já anunciados, agravando a taxa de desemprego no prejudicado setor financeiro do Reino Unido. Às 11h32 (de Brasília), as ações do banco caíam 0,41%, para 70,27 pence, na Bolsa de Londres.

 

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A reestruturação, que se segue à compra da financiadora HBOS feita no início deste ano, combina algumas funções operacionais dos dois bancos e une os negócios do Lloyds TSB e do Bank of Scotland na Inglaterra e no País de Gales, que vão eventualmente ser colocados sob a marca Lloyds TSB.

 

O banco afirmou que os 2,1 mil cortes serão feitos durante os próximos três anos e serão "mitigados pela criação de aproximadamente 350 novas posições na divisão de atacado". O banco também disse que espera fazer 700 dos cortes por meio de saídas naturais (como aposentadoria e demissão voluntária).

 

O sindicato britânico Unite reagiu vigorosamente aos cortes. "O Unite está surpreso. Como uma organização com suporte dos contribuintes, perguntas reais precisam ser feitas, como até onde esse banco será permitido ir nesse corte sistemático de empregos", declarou Rob MacGregor, dirigente do Unite.

 

O Lloyds Group foi parcialmente estatizado depois que participou de um plano de ajuda do governo britânico, no qual o Estado injetou cerca de 13 bilhões de libras (US$ 21,3 bilhões) na companhia em troca de uma fatia de 43,5%.

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