LLX negocia com estrangeiras unidade de tratamento

A LLX está negociando com as petroleiras Shell e Devon e com a comercializadora europeia Mercuria a assinatura de contratos para utilização de uma unidade de tratamento de óleo que pretende instalar no Porto do Açu, no norte fluminense. A companhia de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista, espera fechar o primeiro contrato até o início de 2011para a construção da planta, afirmou o diretor financeiro, Leonardo Gadelha, hoje no Rio.

GLAUBER GONÇALVES, Agencia Estado

18 de outubro de 2010 | 18h53

"Como os nossos outros empreendimentos, este só deve ser tocado depois de garantirmos contratos que o viabilizem", declarou, em palestra na Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha. A LLX, que já tem o licenciamento para instalação da unidade, também firmou memorandos de entendimento com outras cinco empresas, cujos nomes não foram revelados.

"Acho que conseguimos fechar no fim do ano. Estamos buscando isso, mas pode ficar para o início do ano que vem", disse o executivo ao ser perguntado sobre a previsão de fechamento do primeiro contrato para utilização da unidade, que será destinada à separação das impurezas contidas no petróleo extraído pelas plataformas.

De acordo com Gadelha, ainda não há definição quanto ao modelo dos contratos. O valor do investimento, estimado em US$ 1,4 bilhão, pode ser dividido entre a LLX e eventuais parceiros ou ficar totalmente por conta das empresas que utilizarão a unidade de tratamento. Ainda conforme explicações do executivo, a unidade de tratamento poderá ser dividida em módulos.

É também no começo de 2011 que a LLX espera fechar um acordo com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para recuperar um trecho desativado de cerca de 300 quilômetros da malha da concessionária, entre Ambaí (distrito de Itaboraí) e Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, disse Gadelha. A obra é importante para o Porto do Açu, que será ligado a Campos por ramal ferroviário.

"Não há comunidade próxima interferindo na faixa de domínio e é um trecho plano, o que facilita o trabalho, pois não necessita de pontes e outras obras adicionais", afirmou. O trecho, que está em bitola métrica, deverá ser transformado em bitola mista para permitir a interconexão entre as linhas das concessionárias FCA e MRS. "Com isso, poderemos subir (carregamentos) para Minas e ter acesso ao mercado de São Paulo, que é muito importante", disse.

Gadelha afirmou que o investimento no trecho deverá ser feito pela própria FCA, que obterá receitas com a movimentação de cargas. Segundo ele, além da LLX, também têm interesse na reativação e adaptação do trecho a Ternium, que planeja instalar uma siderúrgica no Açu, e o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), empreendimento da Petrobras em Itaboraí.

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