Lobão defende plano de contingência para o futuro, incluindo pré-sal

Segundo o ministro, uma comissão composta por técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério de Minas e Energia já trabalha para revistar plano

Karla Mendes, da Agência Estado,

24 de novembro de 2011 | 18h31

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu nesta quinta-feira, 24, a necessidade de se ter um plano de contingência que atenda às necessidades futuras da exploração de petróleo no País, incluindo o pré-sal. "Temos que ter um pano de contingência que corresponda às nossas necessidades e que funcione", ressaltou Lobão.

Segundo o ministro, foi instituída uma comissão interministerial - composta por técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério de Minas e Energia, entre outros - que começou a trabalhar esta semana para revisar o plano de contingência.

Vazamento

Lobão admitiu que a Petrobrás pode ter que arcar com prejuízos decorrentes da paralisação do poço onde ocorreu o vazamento por ser sócia da Chevron no local, com uma participação de 30%. O ministro disse que não tinha a informação se a estatal teria de partilhar os gastos referentes às multas aplicadas em função do acidente.

Lobão, disse que o Brasil é aberto ao capital estrangeiro, mas o País tem regras próprias que têm que ser cumpridas. "Confio que a ANP será firme e rigorosa, porém justa", destacou.

O ministro disse ainda que que a Chevron não foi rebaixada "do livro A para o livro B" com a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciada ontem à noite que suspendeu novas perfurações da companhia no País. "Eles foram suspensos momentaneamente para a perfuração de novos poços. Eles podem continuar operando o que já tem, que são cerca de 11 poços e continuam com a obrigação de resolver todos os problemas", afirmou Lobão. 

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