Lobão nega embate na Petrobrás sobre plano de investimentos

'A Petrobrás é subordinada ao ministério, ao conselho de administração, e ao presidente da República. Ela tem que dar satisfação aos três

Karla Mendes, da Agência Estado,

24 de junho de 2011 | 07h59

O corte do orçamento do plano de investimentos da Petrobrás para 2011 a 2015, solicitado pelo Conselho de Administração da companhia não significa que esteja ocorrendo um embate entre as duas instâncias da estatal. "O conselho pediu à diretoria da Petrobrás sugestões de onde cortar, pediu mais opções, o que não significa choque, queda de braço, briga", afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista à Agência Estado.

Na visão do ministro, a posição do conselho foi acertada. "Fez muitíssimo bem o conselho. Viram o plano de negócios, fizeram algumas indagações e estabeleceram alguns cortes financeiros", defendeu. Lobão ressaltou que em qualquer empresa de sociedade anônima (S/A), a diretoria executiva deve seguir a orientação do conselho.

"A Petrobrás é subordinada ao ministério, ao conselho de administração, e ao presidente da República. Ela tem que dar satisfação aos três. Ela não é um império, uma ilha", enfatizou. Segundo Lobão, por determinação do conselho, a companhia reduziu o valor total dos gastos para cerca de US$ 224 bilhões e propôs cortes em projetos.

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