Lobão: preço do gás boliviano não será alterado

Ministro assegura que contrato com Bolívia será cumprido

Leonardo Goy, AE

13 de fevereiro de 2008 | 13h04

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, e o ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmaram hoje, após reunião em Brasília, que não haverá corte no fornecimento de gás da Bolívia para a Petrobras. "Não há nenhuma interrupção de volume. Há um contrato que está vigente há muito tempo e ratificamos plenamente que a Bolívia vai cumprir todos os termos com o Brasil", disse Villegas.

Lobão, por sua vez, além de assegurar que o contrato será cumprido no que se refere ao volume de gás, frisou que o preço pago pela Petrobras pelo gás boliviano não será elevado. "Todos os itens serão cumpridos. Não haverá redução no fornecimento e também os preços não se alterarão."

Atualmente, o contrato da Petrobras com a Bolívia prevê o envio de até 30 milhões de metros cúbicos de gás natural ao Brasil pelo gasoduto Gasbol. A Bolívia também fornece gás, por meio de um outro contrato, para a Termocuiabá. Esse abastecimento, porém, não está sendo cumprido em sua totalidade nos últimos meses. Com relação a essa irregularidade, Villegas disse que nos próximos 15 dias haverá uma reunião na Bolívia para discutir o contrato com a térmica mato-grossense.

Argentina

Os temores sobre uma eventual redução do volume de gás boliviano fornecido para o Brasil surgiram devido à situação na Argentina, que também precisa do produto. Havia rumores de que a Bolívia poderia reduzir o volume brasileiro para enviar mais combustível para a Argentina. "Queremos o bem da Argentina, ela precisa de gás. Mas o fornecimento ao Brasil é firme e não pode ser alterado", disse Lobão.

Com relação à retomada dos investimentos da Petrobras na Bolívia, anunciada no final do ano passado, Villegas disse que participará de uma reunião amanhã no Rio de Janeiro, com a diretoria da Petrobras, para tratar desse tema. "Estamos trabalhando para que os investimentos sejam realidade", disse o ministro boliviano. Segundo Lobão, a concretização desses investimentos depende da assinatura de um contrato que foi ajustado no ano passado. A expectativa do ministro é de que esse contrato seja assinado amanhã.

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