Lob?o defende flexibiliza??o das compras da Eletrobr?s

O ministro de Minas e Energia, Edison Lob?o, defendeu hoje o instrumento inclu?do no texto da Medida Provis?ria (MP) 450, que autoriza a Eletrobr?s e suas subsidi?rias a comprar equipamentos para obras de hidrel?tricas sem licita??o. A medida, inclu?da no texto da MP pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi duramente criticada por parlamentares da oposi??o que viram na regra uma brecha que pode favorecer eventuais compras irregulares."Ningu?m disse, quando ocorreu a mesma coisa com a Petrobras, que se tratava de uma manobra. Desde o come?o, o presidente da Rep?blica tem manifestado interesse em transformar a Eletrobr?s em uma grande empresa e ? isso o que se est? procurando fazer para garantir mobilidade ? empresa", disse o ministro, ao chegar ? cerim?nia de anivers?rio de 75 anos do Departamento Nacional de Produ??o Mineral.A Petrobras, de fato, tem autoriza??o para fazer algumas compras sem licita??o. O que o governo sustenta ? que dando tratamento semelhante ? Eletrobr?s, a estatal ganharia agilidade nas obras. "? preciso pensar grande e n?o imaginar que cada lei que d? mais mobilidade a uma empresa p?blica est? visando um objetivo menor", disse o ministro.Lob?o tamb?m comentou as den?ncias sobre eventuais irregularidades da Refinaria Abreu e Lima, em constru??o em Pernambuco. "Eu perguntei aos diretores da Petrobras e eles disseram que n?o h? nada de irregular. Se h? alguma acusa??o, tem de ser feita objetivamente", disse. A refinaria ? citada na Opera??o Castelo de Areia, deflagrada nesta semana pela Pol?cia Federal, e h? suspeitas de superfaturamento nas suas obras, que teria sido detectado pelo Tribunal de Contas da Uni?o (TCU).O ministro evitou fazer coment?rios diretos sobre as acusa??es que pairam sobre a construtora Camargo Corr?a, respons?vel por importantes obras do Programa de Acelera??o do Crescimento (PAC). Segundo ele, a empresa ? que tem que falar sobre as opera??es. A construtora ? o principal alvo da opera??o Castelo de Areia da PF.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.