Logística: produção de vagões até junho supera todo o ano de 2003

São Paulo, 13 - A produção de vagões ferroviários na indústria brasileira no primeiro semestre deste ano superou todo o volume verificado do ano passado. Foram produzidos 2.338 vagões de carga, além de 19 carros de passageiros. Em 2003, foram produzidos 2.028, 590% a mais do que as 294 unidades fabricadas em 2002. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) durante o Encontrem 2004, em São Paulo. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) é a principal locomotiva da indústria: para ela foram fabricados 1.880 vagões no primeiro semestre. A Mineração Serra do Sossego, empresa também controlada pela Vale, contribuiu com 42 encomendas. A concessionária da Malha Sudeste, MRS Logística, encomendou 316 vagões. Para a Ferronorte (ferrovia da soja) foram mais 100, a pedido de um dos clientes da ferrovia, a exportadora de grãos ADM. A Vale anunciou que pretende comprar 5 mil vagões até 2006. Destes, cerca de 3 mil serão feitos pela Amsted-Maxion, empresa do grupo Iochpe Maxion, em parceria com outras empresas. Além disso, a Vale vai comprar vagões da Usimec, unidade da Usiminas Mecânica, e da Metalmec, consórcio formado pelas empresas HZM, Engeman e Saveli. A Vale também vai importar pelo menos 200 vagões da China (da Baosteel) e pretende alugar outros da japonesa Mitsui. O grupo Mitsui abriu no Brasil a empresa MRC Serviços Ferroviários América Latina e, por meio dela, está encomendando vagões à indústria nacional para alugá-los para outras ferrovias, além das controladas pela Vale. No ano que vem, a Amsted-Maxion vai entregar 675 vagões ferroviários de carga. Do total, 350 vagões foram comprados pela MRC, empresa de locação da Mitsui. Os vagões serão usados pela Bunge Alimentos na malha ferroviária da América Latina Logística (ALL). A Amsted-Maxion também anunciou exportações de vagões para países da África e para a Venezuela. A partir de 2005, 24 vagões vão para a CBG (Compagnie des Bauxites de Guinee), exportadora de bauxita da Guiné; outros 76 vão para a Comilog, do Gabão (África); e 225 vagões para C.V.G. Ferrominera Orinoco, ferrovia da Venezuela.

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