Logística:Meta do BB em 2004 é aumentar armazenagem em 2 milhões/t

Brasília, 30 - Para pôr fim a um dos entraves para a expansão da produção agrícola no País, a falta de silos para estocagem das safras, os produtores buscam financiamento para construção de armazéns. O Banco do Brasil liberou até o final de julho R$ 113 milhões para o Programa de Investimento em Sistemas de Armazenagem, o BB Armazenagem. A linha de financiamento foi lançada em março deste ano. O montante de R$ 113 milhões é suficiente para elevar a armazenagem estática do País em um milhão de toneladas de grãos, calculou o assessor da diretoria de agronegócio do Banco do Brasil, Rogério Pio. Para 2004, a meta do banco é aumentar em 2 milhões de toneladas a capacidade de estocagem. "Certamente atingiremos a meta. Há demanda por financiamento para a estocagem de grãos", disse. Ele contou que os agricultores do Centro-Oeste, principalmente de grãos, buscaram financiamento. A meta do programa é incrementar a capacidade de armazenagem em oito milhões de toneladas no triênio 2004/06. Para 2005, a meta é elevar a capacidade estática em mais 2,5 milhões de toneladas. No triênio, a expectativa é de desembolso de R$ 600 milhões. O Brasil tem, atualmente, capacidade de armazenamento de 90 milhões de toneladas, ante a previsão de colheita de 130 milhões de toneladas para a safra 2004. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade de estocagem do país é a mesma há quase uma década, com a previsão de que o déficit chegue a 50 milhões de toneladas em 2010. Além de diversificar a capacidade de armazenagem, hoje concentrada na região Sul, o investimento agilizará a comercialização de grãos. "O produtor rural vai poder investir em sistemas de estoque e conservação de grãos no próprio imóvel, reduzindo os custos com secagem e armazenamento e permitindo maior autonomia na comercialização", explicou. As condições do financiamento dependem do perfil do produtor. Para pequenos agricultores, o banco orienta a tomada de recursos do Pronaf. Para grandes cooperativas, a proposta é conseguir os recursos junto ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Para produtores da agricultura comercial, a orientação é contratação do financiamento nas bases do Moderinfra. (Fabíola Salvador)

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