Lojas do Baú faz cortes no alto escalão

A Lojas do Baú Crediário, braço varejista do Grupo Silvio Santos, iniciou esta semana um forte enxugamento da empresa. A intenção é torná-la mais atraente aos olhos de prováveis interessados em comprá-la - como a Casas Bahia, que procurou a companhia nas últimas semanas.

MÁRCIA DE CHIARA, Agencia Estado

16 de dezembro de 2010 | 11h43

A rede com 125 lojas espalhadas pelos Estados de São Paulo e Paraná demitiu ontem cerca de 40 funcionários. Eles ocupavam cargos de nível gerencial e recebiam salários mais elevados. Os cortes se concentraram nas unidades administrativas de Maringá (PR) e da capital paulista.

A assessoria de imprensa do Grupo Silvio Santos confirma as demissões e alega que a redução de pessoal faz parte do ?processo de reestruturação? pelo qual passa a empresa. De acordo com a assessoria do Grupo, a Casas Bahia manifestou o interesse de comprar a rede. Procurada, a Casas Bahia não se manifestou.

As demissões correspondem a quase 20% do total de empregados da Lojas do Baú. Segundo fontes do mercado, foram cortados funcionários com mais de 25 anos de empresa. Nessa lista estão ex-diretores que acabaram ficando na rede como consultores e representavam um grande peso na folha de pagamento. Apesar de não divulgar resultados, por ser uma companhia fechada, a receita da rede varejista do Grupo Silvio Santos girou em torno de R$ 400 milhões em 2009. Fontes de mercado dizem que hoje a empresa estaria deficitária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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