Renner/ Reprodução
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Lojas Renner tenta restabelecer e-commerce após sofrer ciberataque

Companhia informou que todas as lojas físicas continuam funcionando e que seus principais bancos de dados estão preservados; loja, porém, não está recebendo o pagamento de faturas nem no auto atendimento, nem no caixa

Luísa Laval, Elisa Calmon e Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2021 | 19h12
Atualizado 20 de agosto de 2021 | 19h08

Depois de sofrer um ataque cibernético em seu sistema na quinta-feira, 19, a Lojas Renner informou nesta sexta-feira, 20, que suas equipes continuam trabalhando para restabelecer o e-commerce. A ação dos hackers provocou indisponibilidade em parte dos sistemas e operação da rede. A empresa não especificou quais operações foram essas, mas o Estadão/Broadcast apurou que a loja não está recebendo o pagamento de faturas nem no auto atendimento, nem no caixa.

Em fato relevante, a empresa disse que todas as lojas físicas continuam abertas e funcionando, que seus principais bancos de dados permanecem preservados e que em nenhum momento as lojas físicas tiveram suas atividades interrompidas. No entanto, a reportagem verificou que há lentidão e falhas nos sistemas dos caixas da rede. As compras com cartões de débito e crédito, porém, são realizadas sem problemas.

Ainda hoje, o Procon-SP disse que notificou formalmente a Renner pedindo explicações sobre o ataque cibernético que a empresa sofreu ontem. O órgão pede que a varejista informe quais bancos de dados foram atingidos, qual foi o nível de exposição, por qual período o site ficou indisponível e se houve vazamento de dados pessoais de clientes e de outras informações estratégicas até quarta-feira, 25.

A Renner, porém, diz que até o momento não teve conhecimento sobre qualquer notificação formal do Procon-SP.

A companhia afirmou ainda que faz uso de tecnologias e padrões rígidos de segurança, e continuará aprimorando sua infraestrutura para incorporar cada vez mais protocolos de proteção de dados e sistemas. Não foram divulgados detalhes sobre mensagens ou pedidos de resgate dos hackers que teriam invadido o sistema da varejista.

Quanto ao problema no sistema de recebimento de faturas de cartões, a companhia preferiu não se manifestar.

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