Lonming assina acordo salarial e encerra greve em mina

A mineradora sul-africana Lonmin informou nesta terça-feira (18) que assinou um acordo salarial com seus trabalhadores para colocar fim a uma greve de cinco semanas na mina de Marikana. A empresa disse que trabalhadores e diretoria concordaram com um acordo que inclui aumento salarial entre 11% e 22%, que passa a valer em 1º de outubro, além de um bônus de 2 mil rands (US$ 242,00).

PRISCILA ARONE, Agencia Estado

18 de setembro de 2012 | 20h01

Os mineiros devem voltar ao trabalho na quinta-feira. Detalhes serão divulgados "no decorrer dos acontecimentos", afirmou a Lonmin. O acordo também inclui outro aumento salarial, entre 9% e 10%, que entra em vigor em outubro de 2012.

A produção em Marikana está interrompida desde que 3 mil perfuradores de rochas entraram em greve para exigir melhores salários no dia 10 de agosto. A violência das manifestações deixou 45 mortos quando a polícia disparou balas de verdade contra uma multidão de grevistas.

"O acordo desta noite e a consequente volta ao trabalho é apenas um passo num processo longo e difícil que está à frente de todos os que foram afetados pelos eventos em Marikana, mas é essencial para ajudar a assegurar os futuros de nossas dezenas de milhares de funcionários e de todos os que confiam na Lonmin na região", disse o executivo-chefe interino da empresa, Simon Scott. As informações são da Dow Jones.

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