Publicitária recorre à 'comunicação não violenta' para redução de time

Publicitária recorre à 'comunicação não violenta' para redução de time

Ao assumir cargo, um pouco antes da pandemia, executiva se deparou com contas da agência no vermelho.

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2022 | 05h00

A publicitária Luciana Rodrigues faz parte do grupo de 3,5% de presidentes mulheres em companhias no Brasil, conforme estudo da BR Rating. Quando assumiu o comando da agência de publicidade Grey no País, dias antes do início da pandemia de covid-19, em 2020, ela se deparou com um problema que nenhum chefe gosta de ver ao assumir um novo cargo: contas no vermelho depois da perda de clientes relevantes.

Rapidamente, percebeu que teria de cortar custos. Antes de se saber que o mundo seria virado do avesso pela crise sanitária, o corte estimado já era de 30% da equipe. Como a medida era inevitável, decidiu contratar uma consultoria em “comunicação não violenta” para treinar os líderes sobre como informar o desligamento às pessoas. “É o mínimo de respeito, em uma situação caótica. O processo foi muito dolorido.” Na época, a agência tinha 200 funcionários. 

A comunicação não violenta é um método desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg para estimular a empatia e a habilidade de ouvir o outro. Essa abordagem de comunicação foi inspirada nas ações de líderes como Martin Luther King Jr e Gandhi.

MUDANÇAS. Passado o momento de colocar a casa em ordem, Luciana passou a pensar em novos projetos. Atenta à experiência prévia no BuzzFeed, testou novas formas de trabalhar. Uma das estratégias foi partir para a criação de vídeos do TikTok, rede social com alto engajamento entre os jovens. Foi aí que desenvolveu um projeto de contratação de colaboradores – batizados internamente de “connectors” – para projetos específicos dentro da Grey. 

O modelo de negócio também mudou: em vez de buscar o maior número possível de marcas, a estratégia agora é ter sete clientes. “Meu diferencial é ser um grupo de comunicação que está mais perto do negócio”, explica a publicitária. 

Para ajudar a trazer mais equidade de gênero ao mundo corporativo, Luciana faz parte do Movimento Mulher 360. “Nas universidades, o número de mulheres é maior. Por que elas não estão chegando nos cargos de liderança?”, questiona. 

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