Lucro ajustado da Galp cai 36% no segundo trimestre

A companhia de petróleo portuguesa Galp Energia teve queda de 36% no lucro ajustado no segundo trimestre deste ano, para 70 milhões de euros (US$ 100,6 milhões), de 109 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Apesar da queda, o resultado superou as estimativas dos analistas, que previam lucro ajustado de 66 milhões de euros.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

29 de julho de 2011 | 15h05

A Galp também anunciou que agora espera produzir mais de 300 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia até 2020, 50% mais do que o calculado anteriormente, graças ao desenvolvimento mais rápido do que o esperado dos campos em alto mar no Brasil. "A mudança está totalmente associada ao Brasil", afirmou o executivo-chefe Manuel Ferreira de Oliveira, em uma teleconferência com analistas.

Em março a Galp previa produção de 200 mil BOE por dia até 2020. A companhia portuguesa também elevou sua estimativa de produção para mais de 70 mil BOE por dia até 2015, de 50 mil BOE por dia anteriormente.

Oliveira disse também que a Galp espera anunciar a planejada venda da fatia em sua subsidiária brasileira no fim do terceiro trimestre. Em razão do pesado investimento exigido para encontrar petróleo em águas profundas, a companhia está em busca de parceiros para levantar ao menos 2 bilhões de euros para desenvolver os campos de petróleo sem comprometer sua viabilidade financeira.

O executivo afirmou que a Galp já selecionou um grupo de potenciais compradores interessados na subsidiária brasileira, mas não forneceu maiores detalhes. A Galp tem o direito de explorar vários campos de petróleo na Bacia de Santos - uma das mais atrativas depois das reservas do pré-sal - junto com a Petrobrás. As informações são da Dow Jones.

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