Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Bradesco tem lucro de R$ 6,82 bilhões no 1º trimestre com expansão do crédito

Carteira de crédito foi um dos destaques do balanço do banco, com forte alta de 18% em um ano; por outro lado, também houve aumento da inadimplência da instituição, que somou 3,2%

Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2022 | 18h29
Atualizado 06 de maio de 2022 | 14h07

O lucro líquido do Bradesco somou R$ 6,82 bilhões no primeiro trimestre de 2022, uma alta de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o serviço Prévias Broadcast, o resultado veio em linha com o que esperavam analistas. Segundo o banco, o crescimento do lucro refletiu os aumentos das receitas com prestação de serviços e de concessão de crédito.

A média das estimativas das sete casas consultadas pelo serviço – Bank of America, BTG Pactual, Itaú BBA, Goldman Sachs, JPMorgan, Safra e UBS BB – apontava para lucro líquido de R$ 6,72 bilhões. O resultado do Bradesco ficou 1,54% acima dessa estimativa. O Prévias Broadcast considera que os resultados vêm em linha com a estimativa quando ficam até 5% acima ou abaixo da média.

Um dos destaques do balanço foi o avanço da carteira de crédito, que subiu 18,3% em 12 meses, fechando o mês de março em R$ 834,5 bilhões. Por outro lado, o banco também apontou alta de 0,7 ponto porcentual na inadimplência, para 3,2%, na mesma comparação. 

Segundo o banco, a alta das margens está associada à elevação do spread, que mede a diferença entre o custo de captação e os juros ganhos nos empréstimos. A margem total do banco, que mede o spread, subiu de 9,1%, índice registrado tanto em março quanto em dezembro do ano passado, para 9,7%, no primeiro trimestre deste ano.

“O crescimento dos ativos continua contribuindo com a evolução da margem, com destaque para financiamento de veículos, cartão de crédito, crédito pessoal, conta garantida e capital de giro,”, afirma o Bradesco em seu informe de resultados.

De acordo com o presidente do banco, Octavio de Lazari, os resultados do Bradesco foram positivos diante de um cenário global mais desafiador. “Estamos satisfeitos com as entregas deste primeiro trimestre. O mundo é outro, está em transformação, e, nesse contexto, são intensas as mudanças globais na política monetária, no câmbio e na inflação. Isso gera volatilidade”, disse ele, em nota à imprensa.

Lazari afirmou que o conglomerado está focado na escala, no investimento em tecnologia, na inovação e em um rigoroso controle dos orçamentos. Em março, a carteira de crédito expandida do Bradesco estava em R$ 834,5 bilhões, um aumento de 18,3% em 12 meses.

 

Segundo o informe de resultados do banco, a originação média diária em 12 meses cresceu 26%, graças ao bom desempenho das operações com pessoas jurídicas. Ao todo, 32% dos R$ 75 bilhões em créditos liberados pelo banco no trimestre foram concedidos via canais digitais, alta de 44% em um ano.

Perspectivas para 2022

O Bradesco alterou as projeções de desempenho (guidances) para o ano de 2022 diante das mudanças ocorridas no cenário macroeconômico desde que os números foram informados ao mercado, em fevereiro. O banco agora prevê uma expansão mais forte nas margens e nas receitas, mas também nas provisões contra a inadimplência.

No caso das margens com clientes, a previsão de expansão agora está na faixa de 18% a 22% em relação ao resultado de 2021. Antes, o Bradesco previa alta entre 8% e 12% - uma expansão tímida, que desagradou ao mercado à época.

O banco prevê ainda que as receitas com prestação de serviços crescerão de 4% a 8% neste ano, ante estimativa anterior de alta entre 2% e 6%. As despesas operacionais  devem crescer de 1% a 5%, em previsão de alta menor que a anterior, de 3% a 7%.

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