Paulo Victor/ Estadão
Paulo Victor/ Estadão

Lucro contábil da BB Seguridade vai a R$ 1,1 bi no 2º trimestre, alta de 9,3%

Na comparação com os três meses anteriores, crescimento da holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil foi de 13,5%

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2016 | 11h46

A BB Seguridade, holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil, reportou lucro líquido contábil ajustado, que desconsidera efeitos extraordinários, de R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, elevação de 9,3% na comparação com um ano, quando a cifra foi de R$ 994,645 milhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando ficou em R$ 957,684 milhões, o crescimento foi de 13,5%.

O desempenho do segundo trimestre, conforme explica a BB Seguridade em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foi motivado pela expansão de 12,0% do resultado operacional não decorrente de juros combinado e, em menor escala, pela evolução de 3,1% do resultado financeiro combinado, ambos líquidos de efeitos tributários.

Se considerados eventos não-recorrentes, o lucro líquido da BB Seguridade teria encolhido 10,6% no segundo trimestre ante um ano, quando totalizou R$ 1,215 bilhão. Na ocasião, a seguradora reverteu provisão no montante de R$ 220,539 milhões via a sua controlada Brasilprev.

No primeiro semestre, o lucro líquido da BB Seguridade totalizou R$ 2,044 bilhões, aumento de 5,2% em um ano, de R$ 1,944 bilhão. Considerando ajustes, teve queda de 5,5%. No ano passado, cresceu 22,4%. "O resultado acumulado do ano teve sua base de comparação com o 1S15 impactada por elevações nas alíquotas de tributos incidentes sobre todas as controladas e coligadas da BB Seguridade", destaca a companhia, em relatório.

A BB Seguridade revisou para baixo a projeção para o seu lucro líquido ajustado neste ano. A nova expectativa da companhia é de que o resultado cresça de 4,0% a 8,0% neste ano e não mais de 8,0% a 12,0%.

A nova projeção indica forte desaceleração ante o visto no ano passado, quando o lucro líquido da holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil cresceu 22,4%. 

"Levando em consideração o aumento das alíquotas de PIS/PASEP e Cofins sobre as receitas brutas da BB Corretora e a possibilidade de uma redução da taxa básica de juros ao longo do segundo semestre, fatores que não estavam previstos quando da elaboração do orçamento para exercício de 2016, bem como um cenário ainda incerto para vendas de seguro prestamista, a Companhia decidiu revisar as suas projeções de crescimento do lucro líquido ajustado para o exercício", explica a BB Seguridade.

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