Lucro da AB Inbev cresceu 35% no segundo trimestre

A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), controladora da brasileira AmBev, informou nesta terça-feira que teve lucro líquido de US$ 1,96 bilhão no segundo trimestre, 35% maior que o ganho obtido em igual período do ano passado. O número veio acima das expectativas, que era de lucro de US$ 1,79 bilhão.

SERGIO CALDAS E RICARDO CRIEZ, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 09h01

Por outro lado, o Ebitda da maior cervejaria do mundo em vendas caiu para US$ 3,59 bilhões, de US$ 3,75 bilhões, na mesma comparação, ficando abaixo da estimativa dos analistas, de US$ 3,67 bilhões. O Ebitda foi afetado pela desvalorização do real em relação ao dólar. A receita recuou para US$ 9,87 bilhões, de US$ 9,95 bilhões, mas subiu 4,7% se aquisições e descartes forem desconsiderados.

Os volumes, excluindo aquisições e descartes, tiveram uma ligeira queda de 0,1% no trimestre. As vendas para atacadistas nos EUA recuaram 2,1%, mas a empresa previu que voltará a ter crescimento no mercado norte-americano nos trimestres restantes do ano fiscal.

Ambev

A Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) registrou um lucro líquido de R$ 1,932 bilhão no segundo trimestre deste ano, o que representa uma alta de 5,4% na comparação com o resultado de igual período de 2011, de R$ 1,832 bilhão. Esse dado é o atribuído ao controlador, excluindo a participação de minoritários.

Já o lucro consolidado, que inclui a parte dos minoritários, subiu 6,1%, para R$ 1,957 bilhão, ante o R$ 1,845 bilhão registrado no segundo trimestre de 2011, neste mesmo critério.

Outra medida informada é o lucro líquido "normalizado", antes de receitas e despesas especiais, cuja cifra neste segundo trimestre foi de R$ 1,959 bilhão, 6,6% maior que o R$ 1,837 bilhão de abril a junho do ano passado.

Já o resultado Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 14,3%, para R$ 2,948 bilhões, ante R$ 2,578 bilhões no segundo trimestre de 2011. A margem Ebtida foi de 43,2%, 1,2 ponto porcentual abaixo do 44,4% no segundo trimestre de 2011.

No critério "normalizado", o Ebitda passa para R$ 2,975 bilhões, ou 15,2% superior ao do mesmo período de 2011, de R$ 2,583 bilhões, com margem Ebitda normalizada de 43,6%, 0,9 ponto porcentual a menos que a de maio a junho de 2011, que foi de 44,5%.

A receita líquida do segundo trimestre somou R$ 6,825 bilhões, alta de 17,4% sobre os R$ 5,811 bilhões dos meses de abril a junho de 2011. As informações são da Dow Jones e da Ambev.

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