Lucro da AB InBev sofre impacto de custo de transporte no Brasil

Levemente abaixo das expectativas, lucro líquido foi de US$ 1,96 bilhão no segundo trimestre, 35% maior que em igual período do ano passado

Reuters

31 de julho de 2012 | 06h59

BRUXELAS - A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, teve resultado levemente abaixo das estimativas no segundo trimestre, devido aos gastos com divulgação de novas marcas nos Estados Unidos e aos maiores custos de transporte nesse país e no Brasil.

O lucro líquido foi de US$ 1,96 bilhão no segundo trimestre, 35% maior que o ganho obtido em igual período do ano passado.

A fabricante de Budweiser, Stella Artois e Beck's teve alta anual de 2,5% no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) no período de abril a junho, para US$ 3,59 bilhões, abaixo da estimativa média de US$ 3,74 bilhões em pesquisa da Reuters.

A receita recuou para US$ 9,87 bilhões, de US$ 9,95 bilhões, mas subiu 4,7% se aquisições e descartes forem desconsiderados. Os volumes, excluindo aquisições e descartes, tiveram uma ligeira queda de 0,1% no trimestre. As vendas para atacadistas nos EUA recuaram 2,1%, mas a empresa previu que voltará a ter crescimento no mercado norte-americano nos trimestres restantes do ano fiscal.

Trimestre ‘desafiador’

Os volumes de cerveja do grupo caíram em 0,5%, ao contrário do que aconteceu com a SABMiller, que se beneficiou da presença na Polônia  - uma das sedes da Euro 2012 - e teve alta de 5% nas vendas do segundo trimestre.

O vice-presidente financeiro, Felipe Dutra, reconheceu que o segundo trimestre foi "desafiador".

"No entanto, estamos confiantes quanto ao impulso que temos nos nossos três principais mercados - Estados Unidos, Brasil e China - e acreditamos em um segundo semestre mais forte do que o primeiro", afirmou.

As Américas representam 75% da receita da companhia e mais de 85% dos ganhos. Isso vai aumentar após a compra por US$ 20,1 bilhões do grupo mexicano Modelo, anunciada no mês passado.

A AB Inbev tem quase metade do mercado de cerveja nos Estados Unidos - o segundo maior do mundo após o chinês - e quase 70% no Brasil. A estratégia da companhia vem se baseando em vender mais cerveja em mercados emergentes - principalmente o Brasil - e convencer os norte-americanos a pagar mais, seja pelo aumento de preço ou por marcas premium.

Resultado da Ambev

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) registrou lucro líquido - atribuído à controladora, excluindo participações dos minoritários - de R$ 4,278 bilhões. O resultado representa uma expansão de 9,1%, com relação aos R$ 3,921 bilhões apresentados no mesmo período do ano passado.

Já o lucro consolidado, que inclui a parte dos minoritários, subiu 9,4%, para R$ 4,324 bilhões, ante os R$ 3,951 bilhões registrados no primeiro semestre de 2011, neste mesmo critério.

Outra medida informada é o lucro líquido "normalizado", antes de receitas e despesas especiais, cuja cifra neste primeiro semestre foi de R$ 4,305 bilhões, 9,7% maior que os R$ 3,926 bilhões de janeiro a junho do ano passado.

Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 11,7%, para R$ 6,339 bilhões, com margem Ebitda de 45,1%, contração de 0,8 ponto porcentual ante a de 45,9% no primeiro semestre de 2011.

No critério "normalizado", o Ebitda foi de R$ 6,395 bilhões, ou 12% superior ao do mesmo período de 2011, de R$ 5,682 bilhões, com margem Ebitda normalizada de 45,3%, 0,6 ponto porcentual a menos do que a de 45,9% registrada no primeiro semestre de 2011.

A receita líquida do acumulado do ano somou R$ 14,061 bilhões, alta de 13,6% sobre os R$ 12,373 bilhões registrados nos meses de janeiro a junho de 2011.

(Com informações da Dow Jones e Agência Estado)

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