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Lucro da Caixa cai 15,8% e soma R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre

Índice de inadimplência do banco estatal foi a 3,2% ao final de junho, redução de 0,31 ponto porcentual em relação a março

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2016 | 12h08
Atualizado 12 de agosto de 2016 | 15h52

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal registrou retração de 15,8% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$ 1,6 bilhão, na comparação com o montante visto um ano antes, de R$ 1,935 bilhão. Na comparação com os três meses anteriores, porém, foi visto aumento de 92,1%.

No primeiro semestre, o lucro líquido da Caixa totalizou R$ 2,4 bilhões, retração de 31,4% ante igual período de 2015, de R$ 3,483 bilhões. "O comparativo trimestral do lucro do segundo trimestre mostra tendência de crescimento em nosso resultado. O foco da Caixa é melhor qualidade de originação, sustentabilidade e eficiência", comentou Gilberto Occhi, presidente da Caixa, em coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira, 12.

A carteira de crédito da Caixa ampliada totalizou R$ 691,6 bilhões ao final de junho, leve alta de cerca de 1,00% em relação a março, de R$ 684,162 bilhões. Em um ano, aumentou 6,7%. "Teremos mais de R$ 210 bilhões para investir na economia no segundo semestre", disse Ochi.

O índice de inadimplência da Caixa foi a 3,20% ao final de junho, redução de 0,31 ponto porcentual em relação a março. Em um ano, porém, houve aumento, uma vez que o indicador estava em 2,85%.

Caixa Seguridade. O diretor presidente da Caixa Seguridade, Raphael Rezende Neto, afirmou que a Caixa monitora o mercado para fazer a abertura de capital de sua holding de seguros.

"Estou nesse momento reavaliando todos os números da Caixa Seguridade. Acabei de chegar. Vamos primeiro terminar esse trabalho para depois pensar no IPO (oferta inicial pública de ações). Não há uma data", disse ele, a jornalistas, nesta sexta-feira, 12, sem precisar se a oferta poderia acontecer ainda neste ano.

Rezende Neto, que já foi vice-presidente de Controle e Risco na Caixa Econômica Federal, assumiu o comando da Caixa Seguridade em junho último. Ele foi eleito para um mandato de dois anos após o então presidente da companhia, Josemir Mangueira Assis, ter sido envolvido na Operação Custo Brasil, que investiga propinas na gestão do ex-ministro Paulo Bernardo, de mais de R$ 100 milhões, entre 2010 e 2015, em contratos no Ministério do Planejamento.

O Broadcast, sistema de notícias em tempo real da Agência Estado, já havia antecipado, em junho, que o IPO da Caixa Seguridade poderia atrasar com a troca de presidentes. "Estamos revisando todos os cálculos da empresa. O IPO depende das condições de mercado", reforçou Rezende.

A Caixa desistiu de ir adiante com o IPO da Caixa Seguridade justamente por conta das condições do mercado. A companhia, que chegou a ser avaliada em R$ 30 bilhões, viu essa cifra cair para R$ 14 bilhões com a piora do mercado.

Sobre a conversa com a francesa CNP para a renovação antecipada do contrato de exclusividade com a Caixa Seguros, uma das empresas da Caixa Seguridade, o executivo disse que nesse momento não há nenhuma tratativa oficial. "Qualquer movimento será comunicado. Tivemos conversa no ano passado. Hoje, não há conversa com os franceses", garantiu Rezende.

A CNP detém o controle da Caixa Seguros, com participação de 51,75%, desde 2001, quando firmou o contrato com a seguradora por US$ 538 milhões durante um prazo de 20 anos. Com a venda, a CaixaPar, braço de investimentos da Caixa, ficou com 48,21%. O acordo está previsto para terminar em 14 de fevereiro de 2021, mas pode ser renovado antes disso para evitar possível ruído no IPO. 

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