Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Lucro da Cielo cresce mesmo com desaceleração no negócio de cartões

Resultado financeiro cresceu 18% no quarto trimestre e ganhos de empresa de pagamentos superaram R$ 1 bi no período

Reuters

30 de janeiro de 2017 | 22h40

A Cielo viu seu lucro crescer 18% no quarto trimestre, mesmo com a desaceleração no seu principal negócio de cartões, uma vez que impôs controle sobre os custos e obteve melhor resultado financeiro no período.

A maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país afirmou nesta segunda-feira, 31, que seu lucro líquido do período somou R$ 1,064 bilhão, alta de 18,3% ante mesma etapa de 2015.

A receita líquida da companhia somou R$ 3,1 bilhões no trimestre, aumento de apenas 2,1 %, refletindo em parte a queda de receitas de controladas no exterior, em função da desvalorização do dólar frente ao real.

Por outro lado, o custo dos serviços prestados da Cielo foi de R$ 1,51 bilhão, redução de 3,6% ano a ano. A companhia informou que o número de pontos de venda ativos, que incluem as chamadas maquininhas de pagamentos, somou 1,6 milhão no fim de 2016, redução de 8,4%, em meio aos esforços da Cielo de desativar pontos com menor rentabilidade.

"O volume financeiro capturado pela Cielo desacelerou em relação ao ano e ao trimestre anterior, refletindo o cenário macroeconômico mais desafiador", afirmou a companhia.

As despesas operacionais da companhia totalizaram R$ 450,8 milhões, crescimento de 7,7% ano a ano, e de 8,2% sobre o trimestre imediatamente anterior, movimento que incluiu aumento de perdas com calotes esperados.

Em outra frente, o resultado financeiro foi de R$ 387,6 milhões, alta de 30,3% ante mesma etapa de 2015, em função de maiores rendimentos com aplicações e menos gastos com serviço da dívida.

O resultado da companhia medido pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês), somou R$ 1,396 bilhão de outubro a dezembro, aumento de 5% na comparação ano a ano. A margem Ebitda subiu 1,2 ponto porcentual, para 44,7%.

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