Lucro da Cyrela ficou dentro do esperado por analistas

O lucro líquido de R$ 179,0 milhões apresentado pela Cyrela em seu balanço do primeiro trimestre ficou em linha com os R$ 178,2 milhões resultantes da média das projeções de seis bancos consultados pelo Broadcast, o serviço em tempo real da Agência Estado, (Itaú BBA, Bradesco, JPMorgan, Deutsche Bank, Votorantim e Espirito Santo Investment Bank).

CIRCE BONATELLI, Agencia Estado

14 de maio de 2013 | 09h17

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e a receita líquida, porém, ficou abaixo das expectativas do mercado. O Ebitda de R$ 254 milhões foi 12% menor do que a média das projeções, de R$ 289 milhões, enquanto a receita líquida de R$ 1,258 bilhão foi 10,8% menor ao esperado. O Broadcast considera os resultados em linha quando sua variação é de até 5% para cima ou para baixo.

Os números acima não consideram os efeitos da aplicação das normas contábeis IFRS 10 e IFRS 11, que se referem a consolidação, acordos de participação, coligadas e divulgações. As normas passaram a ser aplicadas a partir de 1º de janeiro e alteraram parte das informações deste trimestre e dos mesmos meses de 2012.

Considerando o efeito das normas contábeis, o Ebitda da Cyrela subiu de R$ 254 milhões para R$ 278 milhões no primeiro trimestre de 2013, o que equivale a um crescimento de 13,5% ante o montante de R$ 245 milhões no mesmo período do ano passado (que antes era de R$ 200 milhões). A margem Ebitda passou de 20,4% para 22,3%, avanço de 5,5 pontos porcentuais na mesma base de comparação. A margem Ebitda um ano antes passou de 13,8% para 16,8%.

Já a receita líquida foi de R$ 1,258 bilhão para R$ 1,250 bilhão, queda de 14,6% na comparação anual. A receita líquida um ano antes mudou de R$ 1,443 para R$ 1,464 bilhão. O lucro líquido de R$ 179 milhões no primeiro trimestre deste ano e o lucro líquido de R$ 118 milhões nos mesmos meses de 2012 não sofreram alterações. Na comparação dos dois períodos, o crescimento foi de 51,8%.

Segundo a Cyrela, a melhora do lucro é explicada por uma evolução das margens, associada à redução do envididamento, com geração de caixa de R$ 180,4 milhões no começo de 2013. A companhia acrescenta que os esforços para aumentar a produtividade trouxeram controle para as despesas administrativas, que reduziram em 22,2%.

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