Lucro da divisão agro da Bayer recua e pressiona resultado no segundo trimestre

Grupo alemão lucrou € 525 milhões, bem abaixo da expectativa de analistas de cerca de €  769 milhões

Gabriela Mello, da Agência Estado,

29 de julho de 2010 | 09h25

A companhia farmacêutica e química Bayer anunciou hoje uma queda inesperada de 1% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano fiscal, mas manteve as metas para 2010, por causa da continuidade na recuperação das operações de plásticos e espuma (MaterialScience), que compensou o mau desempenho das divisões de agroquímicos e de saúde.

O grupo alemão lucrou € 525 milhões (US$ 686,3 milhões), ante € 532 milhões no mesmo período do ano passado (US$ 695,5 milhões) e bem abaixo da expectativa de analistas de cerca de €  769 milhões (US$ 1,005 bilhão).

Por causa de condições climáticas e de mercado desfavoráveis na primeira metade do ano, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da divisão CropScience, que produz herbicidas e pesticidas, despencou 20,3% no segundo trimestre, para € 396 milhões (US$ 518 milhões), em comparação com € 497 milhões (US$ 650 milhões) em igual intervalo de 2009. A Bayer agora estima um leve declínio nas vendas da unidade, ante previsão de crescimento de 2% a 3%.

A Bayer atribuiu o recuo do lucro total da companhia aos encargos de € 255 milhões (US$ 333,4 milhões), incluindo € 123 milhões (US$ 160,8 milhões) para cobrir ações judiciais contra os segmentos de saúde e agroquímico (CropScience) e € 132 milhões (US$ 172,6 milhões) relativos a uma baixa contábil parcial relacionada ao medicamento contra câncer Zevalin.

A receita trimestral somou € 9,18 bilhões (US$ 12 bilhões), 15% acima dos € 8,01 bilhões (US$ 10,4 bilhões) apurados no mesmo período do ano passado. A desvalorização do euro incentivou as exportações e as vendas melhoraram nas divisões de saúde e de plásticos e espumas. A receita ficou acima do esperado por analistas, de € 8,63 bilhões(US$ 11,3 bilhões).

Ao detalhar as metas para 2010, a companhia disse que ainda prevê um crescimento de vendas (ajustado por efeitos cambiais) de mais de 5%, bem como um Ebitda antes de itens extraordinários superior a € 7 bilhões. O lucro por ação, sem considerar despesas não monetárias e outros itens, deve aumentar 15%.

As informações são da Dow Jones.

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