Lucro da Embraer sobe 51,2% no 2º trimestre, para R$ 153,8 mi

No ano, a empresa acumula lucro de R$ 328,1 milhões; principais expectativas quanto ao futuro dizem respeito à americana Delta, que deve renovar sua frota de jatos regionais

Dimalice Nunes e Silvana Mautone, da Agência Estado,

28 de julho de 2011 | 18h20

A Embraer registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 153,8 milhões no segundo trimestre do ano, crescimento de 51,2% ante os R$ 101,7 milhões registrados no mesmo período de 2010. No ano, a empresa acumula lucro de R$ 328,1 milhões.

A receita líquida caiu 10,9%, para R$ 2,168 bilhões, ante R$ 2,435 bilhão de abril a junho de 2010. No primeiro semestre, a receita líquida acumula R$ 3,925 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) atingiu R$ 250,3 milhões no segundo trimestre, queda de 15,9% ante os R$ 297,7 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda caiu de 12,2% no segundo trimestre de 2010 para 11,5% em 2011. No ano, o Ebitda soma R$ 510,1 milhões.

As entregas da Embraer no segundo trimestre deste ano totalizaram 48 aeronaves, 25 jatos comerciais e 23 jatos executivos. Em 30 de junho de 2011, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) totalizava US$ 15,8 bilhões. No mesmo período do ano passado o número de entregas tinha sido de 69 aeronaves e o backlog somava US$ 15,2 bilhões.

Com relação ao futuro, as principais expectativas dizem respeito à decisão da companhia americana Delta de renovar sua frota de jatos regionais, o que deve gerar uma encomenda de 100 novos aviões. O anúncio é esperado para outubro. Além disso, a decisão recente da Boeing de remotorizar seus aviões do modelo 737, na busca de menor consumo de combustível, ao invés de desenvolver um avião completamente novo, agora transfere para a Embraer a expectativa do que fazer no futuro com sua linha de e-jets. A Embraer estava aguardando o anúncio da Boeing para decidir o que fazer. A Airbus já havia comunicado no final do ano passado sua opção de modernizar os motores dos seus aviões.

Endividamento

No final do segundo trimestre deste ano, o endividamento da Embraer totalizou R$ 2,685 bilhões, um aumento de R$ 219,3 milhões em relação ao primeiro trimestre deste ano, tanto na linha de financiamentos de curto prazo (R$ 91 milhões) quanto na de longo prazo (R$ 128,3 milhões). Segundo a Embraer, este aumento está relacionado às atividades operacionais cotidianas da empresa.

Com o aumento das dívidas de curto prazo, o prazo médio de endividamento no segundo trimestre reduziu de 5,7 para 5 anos, mantendo-se dentro do perfil do ciclo do negócio da empresa. O custo das dívidas em reais entre o primeiro trimestre deste e o segundo trimestre subiu de 4,3% para 6% ao ano, enquanto que o custo das dívidas em dólar norte-americano caiu de 5,6% para 5,5% ao ano.

A relação do Ebitda versus as despesas sobre os juros reduziu de 7,58 para 7,17. No final do segundo trimestre deste ano, 32,3% da dívida total era denominada em reais.

Na avaliação da Embraer, a estratégia financeira adotada pela empresa tem contribuído positivamente para o resultado financeiro. No acumulado de 2011, o resultado financeiro totalizou R$ 55,9 milhões. De acordo com a Embraer, a alocação de caixa continua sendo uma das principais ferramentas para a mitigação do risco cambial. Ao final do segundo trimestre deste ano, o caixa alocado em ativos denominados predominantemente em dólar norte-americano chegou a 49%.

Previsões

A Embraer anunciou, também nesta quinta, revisão nas suas estimativas para este ano. Segundo a empresa, a estimativa de receita líquida, que era de US$ 5,6 bilhões, agora foi revista para US$ 5,8 bilhões. Com isso, a companhia passou a prever o resultado e a margem operacional de US$ 465 milhões e 8%, respectivamente, ante os US$ 420 milhões e 7,5% anteriormente estimados.

Quanto ao resultado e a margem Ebitda, a Embraer elevou as projeções para US$ 700 milhões e 12%, respectivamente. Os investimentos relacionados a desenvolvimento também foram revisados, de US$ 210 milhões para US$ 160 milhões, por conta de antecipações de contribuição de parceiros para 2011. De acordo com a empresa, esta redução não afeta os cronogramas de desenvolvimento, particularmente dos Legacy 450 e 500.

"Conforme previamente mencionado, a recuperação no segmento da Aviação Comercial tem sido observada desde meados de 2010, e a Embraer tem sido capaz de converter algumas oportunidades em novos negócios na Aviação Comercial, bem como nas áreas de Defesa e Segurança e Serviços", afirmou a empresa no seu balanço.

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