Lucro da Exxon sobe 14% no 2º trimestre, recorde nos EUA

Preços altos do petróleo levaram a empresa a registrar o maior lucro trimestral de uma companhia nos EUA

Danielle Chaves, Agência Estado

31 de julho de 2008 | 10h47

O lucro líquido da ExxonMobil subiu 14% no segundo trimestre deste ano, para US$ 11,68 bilhões (US$ 2,22 por ação), ante US$ 10,26 bilhões (US$ 1,83 por ação) no mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, os preços do petróleo em níveis recorde levaram a empresa a registrar novamente o maior lucro trimestral de uma companhia dos Estados Unidos. A Exxon quebrou seu próprio recorde de lucro líquido de US$ 11,66 bilhões, obtido no quarto trimestre do ano passado. No entanto, às 10h04, no pré-mercado em Nova York, as ações da companhia caíam 1,84%, para US$ 82,83. O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas ouvidos pela Thomson Reuters, de US$ 2,52 por ação.   Veja também: Lucro da Shell sobe 33%, favorecido por alta do petróleoLucro líquido da Repsol YPF aumenta 11% no 2º trimestre   O lucro obtido no segundo trimestre incluiu US$ 290 milhões (US$ 0,05 por ação) com despesas para pagamento de tributos relacionados à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o vazamento de petróleo do navio Valdez, ocorrido em 1989.   A receita da Exxon cresceu 18,2% no segundo trimestre, para US$ 138,07 bilhões - também um recorde trimestral - ante US$ 116,85 bilhões no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período de 2007 a receita foi de US$ 98,35 bilhões.   O lucro na unidade de produção de petróleo e gás subiu 68%, ajudado pelo aumento dos preços do petróleo e do gás natural. O volume de líquidos vendido caiu 8%, com a perda de operações na Venezuela e uma greve trabalhista na Nigéria representando a maior parte do prejuízo. A produção de gás diminuiu 3,3%. Os ganhos no segmento de refino caíram 54% e os ganhos no setor de químicos diminuíram 32%. A Exxon destinou US$ 7 bilhões a gastos de capital e projetos de exploração no trimestre, um aumento de 38% em relação ao segundo trimestre de 2007, à medida que a companhia procura mais petróleo e alternativas ao insumo. No período, a companhia também continuou seu ambicioso plano de recompra de ações, despendendo US$ 8 bilhões para reduzir as ações em circulação em 1,7%. As informações são da Dow Jones.

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