Washington Alves
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Lucro da Gerdau cai 95% no primeiro trimestre do ano, para R$ 14 milhões

Vendas de aço somaram 3,8 milhões de toneladas, queda de 7% em relação ao observado no mesmo período do ano passado

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2016 | 10h07

SÃO PAULO - O lucro líquido da Gerdau no primeiro trimestre do ano atingiu R$ 14 milhões, recuo de 94,8% em relação ao observado no mesmo período do ano passado. Ante o último trimestre do ano passado, a companhia saiu do prejuízo para o lucro nos primeiros três meses deste ano.

"A redução do lucro líquido consolidado do primeiro trimestre de 2016, quando comparado com o do primeiro trimestre de 2015, tem como principal justificativa o menor resultado operacional no período", frisa a companhia, no relatório que acompanha o seu demonstrativo financeiro.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 930 milhões, queda de 15,9% na relação anual. Ante o visto no trimestre imediatamente anterior houve um aumento de 2,1%. Com isso, a margem Ebitda foi a 9,2%, ante 10,6% um ano antes e de 8,7% nos últimos três meses do ano passado.

A receita líquida somou R$ 10,085 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 3,5% ante os três primeiros meses de 2015. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o recuo também foi de 3,5%.

Vendas. As vendas de aço no primeiro trimestre de 2016 somaram 3,851 milhões de toneladas, queda de 7% em relação ao observado no mesmo período do ano passado. Ante o observado no trimestre imediatamente anterior, o recuo foi de 0,9%.

No relatório que acompanha o seu demonstrativo financeiro, a Gerdau frisa que a queda das vendas na relação anual se deve aos menores volumes de venda em uma operação no Brasil, dada a menor demanda no mercado interno. "Em relação ao quarto trimestre de 2015, o volume consolidado de vendas apresentou relativa estabilidade com comportamentos distintos nas diferentes operações de negócio", destaca a companhia no mesmo documento.

Na operação Brasil, as vendas de aço totais caíram 8,7% na relação anual para 1,422 milhão de toneladas. No entanto, se considerada apenas a venda para o mercado interno no primeiro trimestre do ano, os volumes recuaram 28,4%, para 896 mil toneladas. Ante o quarto trimestre do ano passado houve um aumento de 9,9%.

Com mercado doméstico retraído, a operação Brasil da Gerdau aumentou sua exportação em 72,5% na relação anual, para 526 mil toneladas no primeiro trimestre do ano. Ante o quarto trimestre de 2015, por outro lado, houve um recuo de 9,2%.

"As vendas no mercado interno no primeiro trimestre de 2016 se comparadas ao primeiro trimestre de 2015, apresentaram redução devido ao menor nível de atividade da construção e da indústria, ocasionado pelas incertezas econômicas. Por outro lado, as exportações apresentaram aumento em relação ao primeiro trimestre de 2015 devido às oportunidades no mercado internacional, aliadas a um câmbio favorável", destaca a Gerdau no relatório que acompanha o seu demonstrativo financeiro.

Investimentos. Os investimentos da Gerdau para 2016 deverão cair 35% em relação ao ano passado, para R$ 1,5 bilhão. A siderúrgica gaúcha frisa que o capex, ou os ativos físicos da empresa, irá priorizar a manutenção das plantas industriais existentes. A Gerdau lembra ainda que seus principais investimentos em andamento estão sendo finalizados.

Já no primeiro trimestre do ano, os investimentos somaram R$ 485,3 milhões, o que representou uma queda de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A siderúrgica gaúcha destaca que o novo laminador de chapas grossas, com capacidade anual de 1,1 milhão de toneladas, encontra-se em fase de testes operacionais na usina Ouro Branco (MG) e sua entrada em operação está prevista para julho de 2016.

Na Argentina, a construção da nova aciaria está em estágio avançado, conforme a Gerdau, sendo que 85% da obra foi concluída e todos os equipamentos já foram entregues pelos fornecedores. A empresa lembra que a capacidade instalada da nova planta é de 650 mil toneladas. O início da operação ocorrerá no fim deste ano e irá contribuir, segundo a siderúrgica, "para a substituição de parte das importações de aço no país".

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