Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Lucro da JBS no 2º trimestre cresce mais de 18 vezes em relação a 2015

Apenas no período de abril a junho, dona da Friboi reportou resultado positivo de R$ 1,5 bilhão; companhia zerou posição em derivativos de câmbio

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2016 | 23h22

A JBS reportou nesta quarta-feira, 10, lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre de 2016, resultado mais de 18 vezes superior ao do mesmo período do ano passado, que totalizou R$ 80,1 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da JBS entre abril e junho foi de R$ 2,9 bilhões, com recuo de 19,1% ante o segundo trimestre de 2015 (R$ 3,6 bilhões). A margem Ebitda ficou em 6,6%, frente a 9,2% em igual intervalo do ano passado. A receita líquida alcançou R$ 43,7 bilhões, um crescimento de 12,3% no comparativo anual. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1,584 bilhão.

“Estamos vivendo diferentes oportunidades e desafios em cada uma das regiões em que atuamos, o que reforça a relevância da nossa bem sucedida estratégia de diversificação de mercados e de segmentos", destaca Wesley Batista, presidente global da JBS, em comunicado. No release de resultados, o executivo reforçou o investimento em fortalecimento de marcas e busca pelo desenvolvimento sustentável.

JBS encerrou o segundo trimestre com uma dívida líquida de R$ 49,2 bilhões. A alavancagem ficou em 4,1 vezes, ao final de junho, acima do registrado no primeiro trimestre deste ano de 3,84 vezes. A porcentagem da dívida de curto prazo em relação à dívida total ficou em 32% no período, dos quais 82% são linhas lastreadas às exportações das unidades brasileiras. Ao final do período 91,4% da dívida era denominada em dólares.

Derivativos. A JBS informou que zerou sua posição de derivativos relacionados à proteção cambial na controladora no segundo trimestre de 2016. No período, a receita de variações cambiais ativas e passivas foi de R$ 2,5 bilhões, enquanto o resultado financeiro com derivativos, que inclui as despesas relacionadas à proteção da variação de moedas, foi de R$ 810,3 milhões, período em que o real se valorizou ante o dólar.

No primeiro trimestre deste ano, o resultado foi de R$ 5,823 bilhões, quando a empresa reverteu o lucro do primeiro trimestre de 2015 e registrou prejuízo de R$ 2,74 bilhões. Neste primeiro trimestre de 2016, o resultado sofreu impacto, segundo a empresa, do resultado da proteção cambial.

Wesley Batista, disse na época que a companhia deixou vencer 50 contratos de derivativos cambiais até março, no valor de US$ 2,5 bilhões. Segundo o executivo, a moeda brasileira continuava em trajetória de fortalecimento e, por isso, a companhia estava “reduzindo de forma substancial” o hedge.

De abril a junho, a empresa apurou receita financeira líquida de R$ 772,4 milhões e gerou R$ 558,2 milhões negativos em caixa operacional.

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