Lucro da Nokia cai 40% no trimestre, para US$ 291,9 mi

A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, informou hoje que seu lucro líquido recuou 40% no segundo trimestre, em razão do esforço da companhia para competir com rivais como a Apple no segmento de smartphone premium. A Nokia disse, porém, que espera que novos dispositivos impulsionem uma recuperação dos resultados ainda neste ano. O lucro líquido da companhia caiu para 227 milhões de euros (US$ 291,9 milhões) em comparação com os 380 milhões de euros do mesmo período do ano passado. O resultado ficou levemente acima das estimativas dos analistas.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

22 de julho de 2010 | 12h22

A companhia alertou em junho que seus lucros poderiam recuar, sinalizando seu fracasso para competir efetivamente no segmento de smartphone de alta qualidade com a Apple, fabricante do iPhone, e no segmento de aparelhos baseados no Android, do Google. O fracasso parece também colocar em risco a posição do executivo-chefe da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo, após a notícia de que o conselho de diretores da empresa teria começado a procurar um novo líder. A empresa se recusou até agora a comentar o assunto.

A Nokia informou que prevê vendas líquidas de 6,7 bilhões de euros a 7,2 bilhões de euros no terceiro trimestre, além de uma margem operacional de 7% a 10% em sua unidade de serviços e aparelhos. Para 2010, a companhia projeta uma margem operacional, na mesma unidade, de 10% a 11%. Anteriormente, a companhia havia previsto uma leve queda do valor da participação de mercado dos seus dispositivos móveis e uma margem operacional de cerca de 11% - ou abaixo disso - em sua unidade serviços e aparelhos neste ano.

O preço de venda médio de seus celulares recuou para 61 euros no segundo trimestre, de 62 euros no trimestre anterior. A margem operacional da unidade de serviços e aparelhos caiu para 9,5%, de 11,6%. As vendas líquidas subiram levemente no segundo trimestre, para 10 bilhões de euros, de 9,91 bilhões de euros no mesmo período do ano passado, marginalmente acima das projeções do mercado. O lucro operacional recuou para 295 milhões de euros, de 427 milhões de euros, na mesma base de comparação. As informações são da Dow Jones.

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