Lucro da Oi cai 41% no 1º trimestre

A empresa registrou lucro líquido consolidado de R$ 262 milhões no período

Eulina Oliveira e Rodrigo Petry, da Agência Estado,

30 de abril de 2013 | 07h52

A Oi registrou lucro líquido consolidado de R$ 262 milhões no primeiro trimestre de 2013, o que representa uma queda de 41% na comparação com igual período de 2012, quando houve a reorganização societária do grupo. A companhia ressalta, na apresentação dos resultados, que o lucro líquido de janeiro a março do ano passado refere-se a um mês de resultados da Oi S.A e a dois meses do resultado da antiga BrT.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Oi no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 2,151 bilhões, aumento de 6,6% ante igual intervalo de 2012. A margem Ebitda foi de 30,5% de janeiro a março de 2013, avanço de 0,8 ponto porcentual na mesma base de comparação. A receita líquida da companhia foi de R$ 7,041 bilhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 3,5% sobre o mesmo período de 2012.

Dívida líquida

A operadora de telefonia encerrou o primeiro trimestre do ano com uma relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 3,05 vezes, pouco acima do limite de 3 vezes imposto pelo conselho de administração da empresa para o pagamento de dividendos. "É fundamental ressaltar, porém, que tanto a companhia como seu conselho estão comprometidos em manter a política de remuneração aos acionistas", afirmou a empresa, em comunicado.

A empresa informou ainda que trabalha com a expectativa da venda de ativos não estratégicos nos próximos trimestre, o que deve "trazer a relação dívida líquida/Ebitda para abaixo deste limite no curto prazo." A dívida líquida atingiu R$ 27,495 bilhões ao final do primeiro trimestre, alta de 63,3%. O caixa disponível terminou o período em R$ 6,058 bilhões, uma queda de 62%. Estes aumentos, porém, sofrem influência da reestruturação societária.

Pós-pagos

Os serviços de voz móvel no segmento pós-pago, mais banda larga e TV paga, junto com as menores desconexões no segmento fixo, contribuíram para que a Oi registrasse pelo terceiro trimestre consecutivo aumento da receita líquida na comparação anual, destacou a empresa no relatório de administração que acompanha o balanço da empresa.

A receita nos três primeiros meses deste ano somou R$ 7,041 bilhões, alta de 3,5%. Deste valor, R$ 2,555 bilhões vieram do segmento residencial, uma alta de 5,2% sobre o mesmo período do ano passado; R$ 2,316 bilhões de mobilidade pessoal (celular), alta de 10%; e R$ 2,079 bilhões de empresarial e corporativo, queda de 1,5%. As unidades geradoras de receitas para a companhia (clientes) avançaram 5,5% no primeiro trimestre, somando 74,7 milhões.

No segmento residencial, a empresa destacou que reduziu as desconexões fixas pela convergência com planos de TV e banda larga. No empresarial, a queda reflete "provisões relativas à redução de tarifas reguladas do atacado."

"No segmento Residencial, a forte demanda por triple-play e quadruple-play resultaram em um sólido desempenho da receita líquida na comparação anual e em um crescimento ainda mais significativo da receita média por usuário (ARPU)", afirmou a empresa, no relatório. O ARPU residencial terminou o primeiro trimestre em R$ 68,8, alta de 9% ante o primeiro trimestre de 2012.

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