Lucro da Usiminas cresce 16%, para R$ 880 mi, no 3ª trimestre

Resultado financeiro negativo, incluindo variações cambiais, soma R$ 536,754 mi no período, mas não prejudica

Reuters e Agência Estado,

29 Outubro 2008 | 09h34

O grupo siderúrgico Usiminas encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 880 milhões, uma alta de 16% frente ao lucro de R$ 758 milhões registrado no mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta quarta-feira, 29.     Veja também: Entenda as operações de derivativos e suas conseqüências Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    A geração de caixa da empresa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 1,894 bilhão, crescimento de 38% em relação ao resultado do terceiro trimestre de 2007. A margem passou de 37,9% há um ano para 42,6% ao final dos três meses encerrados em setembro.   No acumulado de janeiro a setembro, a Usiminas registrou lucro líquido de R$ 2,387 bilhões, um aumento de 8% sobre o resultado nos nove primeiros meses de 2007.   Derivativos   A empresa teve um resultado financeiro negativo, incluindo variações cambiais, de R$ 536,754 milhões nos três meses até setembro, contra uma receita financeira líquida de R$ 12,882 milhões no mesmo intervalo de 2007.   A Usiminas informou, porém, que adota uma política conservadora de gestão financeira, cujo acompanhamento é feito periodicamente pelo Conselho de Administração, e que não especula com derivativos financeiros.   A siderúrgica possui ativos e passivos em moeda estrangeira, principalmente em dólar norte-americano. Como medida preventiva e de redução dos efeitos da variação cambial, a companhia utiliza a política de manutenção de ativos vinculados à correção cambial. Em função da flutuação do câmbio, de acordo com a empresa, o impacto no balanço é contábil sobre o estoque da dívida em dólares da companhia, não tendo, portanto, efeito caixa. No terceiro trimestre deste ano, o impacto dos custos cambiais foi de R$ 498 milhões.   De acordo com a companhia, a administração dos instrumentos financeiros visa liquidez, rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado.   A Usiminas informou ainda que participa em operações de swap com o objetivo de reduzir custos, proteção da exposição cambial e proteção de taxa de juros, evitando o descasamento entre as moedas. Estas operações e seus impactos contábeis são divulgadas periodicamente nas Informações Trimestrais (ITR) entregues à CVM e Bovespa.

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