Lucro deste trimestre tem mais qualidade, diz Barbassa

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, destacou nesta segunda-feira, 29, que o lucro líquido de R$ 7,693 bilhões do primeiro trimestre deste ano ficou praticamente em linha com o resultado de R$ 7,747 bilhões do quarto trimestre do ano passado. Os resultados, porém, são fundamentados em situações distintas. "Vocês verão que este resultado tem mais qualidade do que o anterior", destacou Barbassa em apresentação a analistas e investidores.

ANDRÉ MAGNABOSCO E SILVIA ARAÚJO, Agencia Estado

29 de abril de 2013 | 11h05

A despeito da queda de 4% da produção de óleo, a companhia conseguiu manter o mesmo lucro trimestral muito em função dos reajustes de combustíveis aplicados no início de 2013. Além disso, a Petrobras alcançou importantes indicadores de melhoria de eficiência operacional. No primeiro trimestre, por exemplo, o Proef, programa de aumento da eficiência operacional, trouxe ganhos de 34 mil barris diários de óleo e líquido de gás natural (LGN).

Além disso, a Petrobras alcançou novos recordes de processamento de óleo nas refinarias e ampliou a geração de energia, o que também impulsionou a demanda interna por gás natural. Esses itens foram citados por Barbassa para melhor qualidade do resultado.

Meta mantida

O diretor de Exploração da empresa, José Miranda Formigli, reiterou que a meta de produção da Petrobras para este ano está mantida, apesar da queda verificada no primeiro trimestre do ano.

A produção total de óleo e gás natural da Petrobras somou 2,552 milhões de barris diários no primeiro trimestre de 2013, uma retração de 5% na comparação com igual período do ano anterior, quando foi de 2,676 milhões de barris/dia. Em relação ao quarto trimestre de 2012 o indicador apresentou retração de 2%.

Quando considerada apenas a produção nacional, o indicador teve retração de 5% entre janeiro e março, ante igual intervalo de 2012, somando 2,310 milhões de barris diários. Na comparação com o quarto trimestre de 2012, o desempenho doméstico foi 3% menor, em decorrência principalmente do maior número de paradas programadas.

A diretoria da Petrobras também manteve inalterada a meta de ganhos esperados com a adoção do Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop) em 2013, a despeito de o resultado do primeiro trimestre ter superado a previsão para o período. No trimestre, a redução de custos somou R$ 1,260 bilhão, quase o dobro da meta de R$ 646 milhões. Para o ano, a meta permanece em R$ 3,8 bilhões.

A razão para a postura aparentemente conservadora é a questão de prazo de captura dos ganhos esperados. Algumas das reduções para o decorrer do ano foram obtidas já no primeiro trimestre. Algumas iniciativas previstas para o período, por outro lado, foram postergadas, e por isso o ganho será sentido apenas quando as ações de redução de custos forem adotadas.

Além disso, a diretoria da Petrobras atribui o resultado mais favorável do primeiro trimestre à "eficiência melhor do que prevista" em algumas áreas, segundo a própria companhia.

Poços secos

A estatal projeta que as despesas de poços secos e/ou subcomerciais neste ano será inferior aos números do ano passado. Em 2012 essas despesas somaram R$ 7,058 bilhões, com a comprovação de 97 poços classificados como secos ou subcomerciais.

No primeiro trimestre deste ano as despesas nessa categoria somaram R$ 1,237 bilhão, contra R$ 921 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Isso significa que, ao longo do ano, as despesas da estatal devem apresentar números mais discretos.

Entre janeiro e março, foram baixados 18 poços, sendo sete por conta de poços secos, oito poços subcomerciais e três projetos cancelados.

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