Lucro do Banco do Brasil cai 30,9% no 2º trimestre

Plano de afastamento de funcionários afeta balanço da instituição financeira, que fica atrás de Bradesco e Itaú

REUTERS

14 de agosto de 2007 | 08h17

O Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 1,068 bilhão no segundo trimestre, queda de 30,9% em relação ao R$ 1,546 bilhão obtido um ano antes. O balanço foi afetado por custos com um plano de afastamento voluntário de funcionários.  O banco havia alertado em julho que teria impacto negativo no segundo trimestre por conta do plano. No balanço, a instituição informou ter registrado despesas de R$ 445,9 milhões com o plano, que recebeu adesão de 7 mil funcionários.  Ajustado para excluir os itens extraordinários, o lucro recorrente do banco no segundo trimestre cresceu quase 230%, passando de R$ 647 milhões um ano antes para R$ 1,464 bilhão, informou a instituição em comunicado ao mercado.  O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado da instituição financeira, importante indicador da lucratividade de um banco, foi de 20,9%, ante 36,3% no segundo trimestre de 2006. Em nível recorrente, essa linha do balanço passou de 14,2%, para 29,4%.  A carteira de crédito cresceu 28,4%, para R$ 145,23 bilhões, avançando em todos os itens, com destaques para o segmento de pessoa física (29%), pessoa jurídica (35,3%) e agronegócio (22,2%). Semestre Entre janeiro e junho deste ano, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, queda de cerca de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.  O resultado anunciado nesta terça é menor que os lucros semestrais registrados pelos bancos privados Itaú (R$ 4,016 bilhões) e Bradesco (R$ 4,007 bilhões), ambos valores históricos para as instituições.

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