Paulo Victor/ Estadão
Paulo Victor/ Estadão

Lucro do Banco do Brasil recua 26,6% em um ano

Banco reportou lucro de R$ 2,246 bilhões no terceiro trimestre, recuo de 26,6% em um ano e de 8,8% em relação ao segundo trimestre

Cynthia Decloedt, Broadcast

10 Novembro 2016 | 07h56

SÃO PAULO - O Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado, que não considera eventos extraordinários, de R$ 2,337 bilhões no terceiro trimestre, representando uma queda de 18,9% se comparado ao mesmo período do ano passado (R$ 2,881 bilhões) e um aumento de 29,8% frente ao segundo trimestre deste ano (R$ 1,801 bilhão). O banco também reportou lucro líquido de R$ 2,246 bilhões, recuo de 26,6% em um ano e de 8,8% em relação ao segundo trimestre.

A diferença entre o lucro líquido ajustado e o lucro líquido deve-se a impacto negativo de R$ 323 milhões com planos econômicos e positivo de R$ 147 milhões em provisão extraordinária com demandas contingentes.

O lucro líquido ajustado no terceiro trimestre, de R$ 2,337 bilhões, ficou acima da projeção dos analistas do mercado financeiro. A cifra foi 6,57% maior que a média de R$ 2,193 bilhões, segundo seis casas consultadas pelo Broadcast (Deutsche Bank, Goldman Sachs, BTG Pactual, UBS e duas que preferiram não revelar identidade).

O Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado, considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%

Os ativos totais alcançaram R$ 1,448 trilhão ao final de setembro, um crescimento de 3,3% em relação ao terceiro trimestre de 2015. O patrimônio líquido somou R$ 85,724 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A carteira de crédito ampliada encerrou o terceiro trimestre em R$ 734,032 bilhões, uma queda de 6,9% frente ao mesmo intervalo de 2015 e de 2,3% em relação a junho deste ano. A carteira de crédito ampliada interna, que inclui títulos e valores mobiliários e garantias prestadas, estava em R$ 682,527 bilhões em setembro deste ano, 3,4% abaixo de setembro do ano passado e 2,5% abaixo de junho.

O retorno sobre o patrimônio do BB ajustado caiu de 13,3% no terceiro trimestre do ano passado para 9,9% no mesmo período deste ano, mas subiu em relação ao segundo trimestre, quando foi de 7,7%.

Inadimplência. A inadimplência do BB, considerando os atrasos acima de 90 dias, subiu para 3,51% em setembro, de 3,27% em junho. Em um ano, os calotes pioraram em 0,24 ponto porcentual. O banco informa, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que, se desconsiderado um caso específico no setor de óleo e gás, sem citar o nome da empresa, o índice teria sido de 3,07%. O BB era o maior credor da Sete Brasil, que entrou com pedido de recuperação judicial no final do mês passado, entre as grandes instituições e, segundo a lista de credores, concedeu mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,7 bilhões) à companhia.

As despesas com provisões para devedores duvidosos (PCLD) do Banco do Brasil totalizaram R$ 6,644 bilhões, aumento de 13,9% em um ano, quando estavam em R$ 5,835 bilhões. Em relação ao segundo trimestre, de R$ 8,277 bilhões, houve retração de 19,7%.

O saldo de PDDs da instituição encerrou setembro em R$ 31,056 bilhões, aumento de 44% em um ano, quando estava em R$ 21,571 bilhões. Em relação ao segundo trimestre, de R$ 30,248 bilhões, cresceu 2,7%.

Na pessoa jurídica, a inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, foi a 5,26% ao final de setembro ante 4,82% em junho e 3,10% em um ano. Já na pessoa física, os calotes foram a 2,58%, ante 2,40% e 2,17%, respectivamente.

Estimativas. O bancorevisou novamente o desempenho de parte de seus guidances. A projeção para o desempenho da sua carteira de crédito ampliada interna neste ano foi revista para uma queda de 9% a 6% em 2016, de uma contração de 2% a crescimento de 1% na projeção feita anteriormente. Em nove meses, a carteira de crédito ampliada interna teve queda de 3,4%.

Para o crédito a pessoa jurídica, o BB também revisou seu guidance. O banco espera que esses empréstimos diminuam de 19% a 16% neste ano em relação a 2015 contra intervalo que sinalizava queda de 10% a 6%. Em nove meses, encolheu 10,8%. Na pessoa física, o BB espera agora que a carteira cresça de 1% a 4% em 2016, enquanto na projeção anterior a estimativa era de um aumento de 5% a 8%. Nos nove primeiros meses deste ano essa carteira cresceu 3,6%.

O BB estima crescimento menor também da carteira do agronegócio este ano, prevendo expansão de 4% a 7%, depois de registrar em nove meses uma expansão de 4,5%. A projeção anterior era de que essa carteira apresentasse desempenho positivo de 6% a 9% este ano.

Outra projeção que o banco revisou foi de retorno sobre o patrimônio ajustado, que deve ficar entre 8% a 10%, abaixo dos 9% a 12% calculados anteriormente. Em nove meses, o retorno foi de 7,6%.

Os demais guidances foram mantidos. A instituição projeta aumento de 11% a 15% ante faixa de 7% a 11% para a margem financeira bruta. Já para o índice de provisões (PCLD), a projeção do BB é de que fique entre 4,0% e 4,4%. Em nove meses, ficou em 4,4%.

Para as rendas com tarifas, o BB segue projetando alta de 7% a 11%, depois de realizar 7% em nove meses.

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