Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Lucro do Bradesco cresce 22% no 1º trimestre e alcança R$ 6,23 bilhões

Alta foi impulsionada pelo aumento de margens financeiras obtidas com clientes e redução de previsões com calotes

Aline Bronzati e Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2019 | 10h18

O Bradesco abre nesta quinta-feira, 25, a temporada de resultados financeiros entre os bancos brasileiros. De janeiro a março de 2019, o banco apresentou lucro líquido de R$ 6,238 bilhões, crescimento de 22,3% com o mesmo período do ano anterior, que havia ficado em R$ 5,102 bilhões. Na comparação com o último trimestre, de outubro a dezembro de 2018, a alta foi de 7%. Na ocasião, o lucro do banco havia sido de R$ 5,830 bilhões.

Segundo o analista da corretora Rico Investimento Thiago Salomão o resultado do banco surpreende ao ficar 5% acima do que era esperado pelo mercado

Entre os motivos para essa elevação do lucro, Salomão ressalta o aumento das margens financeiras obtidas pelos  bancos com os clientes e os menores gastos com provisões de calotes

Segundo o analista, em relatório divulgado ao mercado, houve elevação de 94,6% nas receitas com recuperação de crédito, ganhos com avaliação de ativos financeiros e menores descontos concedidos.

Previdência

O banco aproveitou a divulgação do balanço para traçar uma panorama do cenário macroeconômico. A instituição destaca o fato de os primeiros indicadores de atividade econômica de 2019 terem apresentado resultados menores do que o esperado. As condições para uma aceleração do crescimento, na visão do Bradesco, continuam presentes, com inflação e juros em patamares baixos e expansão do crédito com taxas de inadimplência reduzidas. 

"A aprovação da proposta da Nova Previdência nos próximos meses constitui condição fundamental para reequilíbrio das contas públicas no médio prazo, com importante impacto na confiança dos agentes econômicos e, consequentemente, retorno de investimentos privados", atenta o banco, no documento.

Crédito do Bradesco

A carteira de crédito do Bradesco encerrou março em R$ 548,294 bilhões, aumento de 3,1% em relação ao fim de dezembro, quando somou R$ 531,615 bilhões. No comparativo anual, quando estava em R$ 486,645 bilhões, o crescimento chegou a 12,7%. 

No primeiro trimestre, os empréstimos do banco foram impulsionados tanto por pessoas jurídicas como físicas, com expansões de 3,3% e 2,8% em relação aos três meses anteriores, respectivamente. Ante o mesmo período do ano passado, os avanços foram de 12,7% e 12,6%, na mesma ordem.

O Bradesco fechou março com R$ 1,388 trilhão em ativos totais, cifra 6,5% superior em um ano, quando estava em 1,304 trilhão. Na comparação com dezembro, de R$ 1,386 trilhão, a alta foi de 0,2%.

O patrimônio líquido do Bradesco alcançou R$ 126,674 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 11,3% em um ano e de 4,6% na comparação com os três meses anteriores. 

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) foi a 20,5% no fim de março, melhora de 0,8 ponto porcentual ante dezembro, de 19,7%, e 1,9 p.p. em um ano, de 18,6%. "É o mais elevado dos últimos 15 trimestres", destaca o banco.

Ajustes 

O Bradesco anunciou ainda lucro líquido contábil de R$ 5,820 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 30,3% ante um ano, de R$ 4,467 bilhões. Ante os três meses anteriores, de R$ 5,080 bilhões, a cifra foi 14,6% maior. A diferença entre o lucro líquido recorrente e o contábil se dá, principalmente, por R$ 373 milhões de ágio pela aquisição do HSBC.

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