Lucro do Bradesco no 2º trimestre cresce 28% para R$ 3,8 bilhões

A carteira de crédito pessoa física, que atingiu R$ 135 bilhões, foi impulsionada pelo crescimento dos empréstimos nos segmentos imobiliário e rural

Reuters e Agência Estado

31 de julho de 2014 | 07h23

SÃO PAULO - O Bradesco anunciou nesta quinta-feira, 31, que teve lucro líquido de R$  3,778 bilhões no segundo trimestre, alta de 28,1% ante os R$ 2,949 bilhões um ano antes.

Em bases recorrentes, o lucro do segundo maior banco privado do país foi de R$ 3,804 bilhões no período, alta de 27,7% na comparação anual. A previsão média de oito analistas ouvidos pela Reuters apontava para lucro recorrente de R$ 3,59 bilhões no período.

Crédito. A carteira de crédito pessoa física do Bradesco de abril a junho foi impulsionada pelo crescimento dos empréstimos nos segmentos imobiliário e rural. Na outra ponta, a liberação de recursos para a compra de veículos seguiu em queda no período de referência.

O Bradesco apresentou expansão de 7,2% no crédito imobiliário ao final de junho ante março, para R$ 15,564 bilhões. Em um ano, houve expansão de 34,8%. Já o segmento rural cresceu 6,1% e 38,5%, respectivamente, alcançando R$ 9,350 bilhões. Também foi destaque, conforme mostra relatório que acompanha as demonstrações financeiras da instituição, o crescimento do cheque especial com alta de 5,0% na comparação trimestral e 15,3% na anual, para R$ 3,982 bilhões.

A carteira de crédito consignado (com desconto em folha) do Bradesco totalizou R$ 28,727 bilhões no segundo trimestre, aumento de 2,2% ante o primeiro e de 18,4% em 12 meses. As operações de cartão de crédito cresceram 2,2% de abril a junho ante os três meses imediatamente anteriores, para R$ 23,793 bilhões. Em um ano, o aumento foi de 12,5%.

Já a de veículos apresentou queda de 3% e 13,8%, respectivamente e na mesma base de comparação, para R$ 25,248 bilhões. Em teleconferência com a imprensa, em abril, o diretor executivo do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, disse que o banco espera que este segmento apresente um ponto de inflexão até o final de 2014 e volte a crescer. "Essa carteira ainda passa por ajustes, mas esperamos que até o final de ano atinja ponto de inflexão", afirmou ele, na ocasião.

De abril a junho, a carteira de pessoa física do Bradesco alcançou R$ 135,068 bilhões, montante 1,8% maior em relação ao trimestre anterior. Em um ano, o aumento foi de 9,6%.

Já o segmento de pessoa jurídica teve alta de 0,2% e 7,5%, respectivamente, totalizando R$ 300,163 bilhões, na mesma base de comparação. Os destaques foram rural e imobiliário, conforme relatório do banco.

Os empréstimos imobiliários para empresas somaram R$ 21,739 bilhões, aumento de 4,0% no segundo trimestre ante o primeiro e de 53,4% em um ano. No setor rural, o montante liberado alcançou R$ 7,376 bilhões, alta de 21,8% e 48,9%, respectivamente.

Em contrapartida, operações no exterior reduziram 8,0% ao final de junho ante março, para R$ 29,249 bilhões. Em um ano, porém, foi vista elevação de 9,8%. A linha de capital de giro teve queda de 1,0% e 3,0%, para R$ 42,869 bilhões, respectivamente e na mesma base de comparação. 

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