Daniel Teixeira/Estadão
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Lucro do Bradesco tem alta de 63% no 2º trimestre e atinge R$ 6,32 bilhões

Presidente da instituição, Octavio de Lazari afirma que País já vive um cenário mais próximo do período pré-pandemia

Aline Bronzati e Marcelo Mota, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2021 | 18h17
Atualizado 03 de agosto de 2021 | 19h48

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 6,32 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 63,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado havia sido positivo em R$ 3,9 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre, no entanto, o lucro teve uma queda de 3%. 

O balanço do Bradesco foi impulsionado por maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, que refletem operações que rendem spread ao banco, além de menores despesas operacionais e com calotes. O retorno sobre o patrimônio líquido da instituição foi outro destaque dos meses de abril a junho: atingiu 20%, ante 18,2% de igual período de 2020.

O Bradesco alcançou as expectativas de analistas financeiros com lucro recorrente de R$ 6,32 bilhões no segundo trimestre. O número ficou 3,9% abaixo dos R$ 6,55 bilhões da média de seis casas consultadas pelo serviço Prévias Broadcast: BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America (BofA), JP Morgan, UBS BB e Santander Brasil). 

O levantamento do Prévias Broadcast considera que o resultado veio em linha com o esperado quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou que vê um cenário mais positivo para a economia brasileira como um todo. “Há várias semanas a projeção de PIB (Produto Interno Bruto) dá uma injeção de ânimo. Do primeiro para o segundo trimestre, a previsão subiu de 3% para 5%.”

“A partir de agora já vivenciamos a perspectiva de um cenário mais próximo ao do período pré-pandemia”, afirmou Lazari, em nota à imprensa. “Continua sendo desafiador, porém mais tangível”, emenda o executivo, para quem “o conjunto do balanço revela qualidade e eficiência.”

Em relação ao balanço, o executivo afirmou que o resultado foi robusto, caracterizado pela solidez financeira da estrutura bancária, superando de forma consistente os desafios do período. “O conjunto do balanço revela qualidade e eficiência. O cenário mudou para melhor neste segundo trimestre e conseguimos um desempenho que mostra o potencial da nossa força comercial, com crescimento de mais de 20% no faturamento de seguros”, frisou.

Empréstimos

A carteira de crédito expandida do banco cresceu 3% nos três meses encerrados em junho, para R$ 726,5 bilhões. Em um ano, o resultado foi 9,9% maior. Os empréstimos em atraso superior a 90 dias representaram 2,5% da carteira da instituição. 

O impulso para o crédito veio das pessoas físicas, com avanço de 21 em um ano e 5,7% no trimestre, com destaque para os segmentos de imobiliário, cartão de crédito e consignado, aquele com desconto em folha de pagamentos. Entre pessoas jurídicas, foram vistas elevações de 3,7% (para micro e pequenas empresas) e 1,4% (negócios de maior porte).

O patrimônio líquido do Bradesco avançou 1,6% em três meses e chegou ao fim do primeiro semestre em R$ 146,5 bilhões, 8,4% maior que um ano antes. Os ativos totais somaram R$ 1,67 trilhão, avanço de 6,4% em 12 meses.

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