Lucro do BTG Pactual cresce 7% no primeiro semestre e supera R$ 2 bilhões

Banco considera ter passado por situação de 'muito estresse' e reagido bem; preso pela Lava Jato no ano passado, ex-controlador André Esteves voltou à instituição em abril

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2016 | 23h33

O BTG Pactual reportou um lucro líquido de R$ 940 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 8% na relação anual. Ante o primeiro trimestre do ano o recuo foi de 12%. Já no primeiro semestre do ano o lucro foi a R$ 2,012 bilhões, aumento de 7% ante o mesmo período do ano anterior.

"Passamos por uma situação de muito estresse, mas conseguimos reagir bem aos desafios. Tomamos as medidas necessárias para preservar nossa solidez financeira e atender as demandas e expectativas dos nossos clientes mantendo intactos nossos valores e nossa capacidade de fazer negócios. O BTG Pactual que emerge desse período tem um balanço patrimonial sólido, uma boa estrutura de governança e índices financeiros elevados", destaca no documento que acompanha o demonstrativo financeiro do BTG o presidente do Conselho de Administração da instituição financeira, Pérsio Arida.

Em abril, o ex-controlador André Esteves voltou à alta cúpula do banco sem direito a voto após cinco meses afastado. O banqueiro foi preso pela Operação Lava Jato no fim do ano passado e, em julho, foi denunciado pelo Ministério Público Federal de Brasília por obstrução à Justiça.

A receita total do BTG somou R$ 2,595 bilhões, aumento de 26% ante o mesmo intervalo do ano passado. Em relação ao três primeiros meses do ano a queda foi de 28%.

O retorno sobre o patrimônio liquido anualizado (ROAE) ficou em 16,1% no intervalo de abril a junho deste ano, ante 21% um ano antes e de 18,8% no primeiro trimestre de 2016.

O índice de Basileia foi a 14,2%, queda de 2,7 pontos porcentuais em relação ao visto no segundo trimestre do ano anterior e recuo de 1,3 ponto porcentual ante o primeiro trimestre do ano.

Já os ativos totais do BTG ao fim de junho estavam em R$ 213,3 bilhões, aumento de 2% na relação anual. Já na comparação com os três primeiros meses do ano houve uma retração de 9%.

"Os resultados do nosso programa de redução de custos ainda não estão totalmente refletidos no trimestre, pois ainda temos que registrar os custos de rescisão e outros custos relacionados no período", destaca o BTG em seu relatório de resultado trimestral. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.