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Lucro do HSBC dispara 52% no 3º trimestre

No período, o banco europeu teve lucro de US$ 5,23 bilhões; mesmo com queda da receita, resultado foi positivo por conta da diminuição das multas pagas pela instituição

Reuters e Agência Estado

02 de novembro de 2015 | 18h36

HONG KONG/LONDRES - O lucro trimestral do HSBC disparou no terceiro trimestre, com a queda nas multas pagas por má conduta mais que compensando o impacto da desaceleração na Ásia e maiores gastos com regulação. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro líquido do HSBC Holdings cresceu 52% no terceiro trimestre deste ano, para US$ 5,23 bilhões. 

O resultado positivo refletiu as multas mais baixas e os movimentos no valor da dívida do banco. A receita, porém, caiu 4%, para US$ 15,1 bilhões.

A correção no mercado de ações asiático observada no terceiro trimestre prejudicou a receita, mas não há evidências de um "impacto visível" sobre a qualidade do crédito, afirmou o executivo-chefe do HSBC, Stuart Gulliver, em comunicado. "Nós também iniciamos várias iniciativas adicionais no terceiro trimestre que vão gerar economias antes do fim do ano", acrescentou.

Com relação a cortes de custos, Gulliver disse que "mais oportunidades serão definidas nas próximas semanas" e o impacto delas será visto nos próximos trimestres. O banco informou ainda que provavelmente vai adiar para o próximo ano a decisão sobre retirar sua sede de Londres.

O maior banco da Europa disse nesta segunda-feira que vai intensificar seu esforço em banco de investimento na região continental da China com participação majoritária numa instituição financeira no país.

Impactos. Os custos relacionados a multas e compensações para clientes caiu em US$ 1,4 bilhão nos trimestre até 30 de setembro, ante um ano atrás, marcando o progresso do banco sobre questões de conduta que têm pesado sobre os resultados trimestrais recentes.

Mas o banco com sede em Londres gastou US$ 2,2 bilhões com cumprimento de regulação nos primeiros nove meses de 2015, um aumento de 33% ano a ano, mesmo que o governo britânico parece assumir uma postura mais flexível para o setor.

A receita principal do HSBC caiu 4% ano a ano, para US$ 15,1 bilhões, com a queda nos mercados de ações e desaceleração do crescimento econômico pesando nos negócios na Ásia, incluindo Hong Kong.

O HSBC definiu dez metas estratégicas em junho, incluindo um corte de 25% dos ativos ponderados pelo risco, a venda das operações na Turquia e no Brasil, além de US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões em cortes de custos.

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