Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro do Itaú tem crescimento de 3,4% e atinge R$ 25,7 bi em 2018

Instituição registrou alta acima de 10% no crédito a pessoas físicas e a pequenas empresas no ano passado, além de ter ampliado receitas com serviços; resultado do banco veio em linha com expectativas de mercado

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2019 | 20h43

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 6,478 bilhões no quarto trimestre do ano passado, segundo divulgação do banco nesta segunda-feira, 4. O resultado representa elevação de 3,15% ante o visto um ano antes, de R$ 6,280 bilhões. Ante os três meses anteriores, quando a cifra foi de R$ 6,454 bilhões, a alta foi de 0,4%.

No ano fechado de 2018, o lucro líquido recorrente do Itaú somou R$ 25,733 bilhões, elevação de 3,43% ante 2017, quando a cifra foi de R$ 24,879 bilhões.

O lucro líquido do Itaú Unibanco no quarto trimestre de 2018 ficou em linha com as projeções do mercado. A cifra média conforme seis casas consultadas pelo Prévias Broadcast (BTG Pactual, Eleven Financial, Citi, Goldman Sachs, JPMorgan e Safra) indicava lucro de R$ 6,683 bilhões.

O Itaú destaca crescimento de 11,0% no resultado antes de impostos e participações minoritárias em 2018 devido ao menor custo de crédito por conta da melhora do risco de clientes do Banco de Atacado. Ressalta ainda o aumento das receitas com prestação de serviços, parcialmente compensado por maiores despesas operacionais (não decorrentes de juros).

"O ano de 2018 foi marcante para o Itaú Unibanco não apenas pelos bons resultados financeiros que obtivemos, mas também porque começamos a materializar as iniciativas que nos levarão a atingir nosso objetivo de longo prazo, que direcionará nossos investimentos e iniciativas daqui para frente: ser um banco 100% centrado no cliente", avalia o presidente do Itaú, Candido Bracher, em nota à imprensa.

A carteira de crédito do Itaú, incluindo garantias financeiras prestadas e títulos privados, atingiu R$ 636,9 bilhões ao final de 2018, representando aumento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2017. Ante o terceiro trimestre, o saldo foi 0,1% maior. O banco destaca, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o desempenho do segmento de Pessoas Físicas, que aumentou 10,3% e o de Micro, Pequenas e Médias Empresas, com crescimento de 14,4%.

Apesar da redução dos spreads no ano, o banco destaca que o maior volume de crédito e o melhor mix de produtos levaram ao crescimento de 2,2% da margem financeira com clientes no ano passado em relação a 2017.

O Itaú fechou dezembro com R$ 1,650 trilhão em ativos totais, alta de 9,7% em um ano. Na comparação com setembro, a alta foi de 2,3%.

O patrimônio líquido do banco foi a R$ 131,757 bilhões no quarto trimestre, aumento de 3,8% em um ano e de 5,4% no comparativo trimestral. O retorno (ROE, na sigla em inglês) do Itaú foi a 21,8% fim de dezembro contra 21,3% ao término de setembro e 21,9% um ano antes. No ano de 2018, ficou em 21,9% contra 21,8% em 2017.

Carteira de crédito

 O Itaú Unibanco espera que sua carteira de crédito total tenha incremento de 8% a 11% neste ano. O intervalo de crescimento é superior ao de 2018, quando o banco elevou seus empréstimos em 6,1%, dentro da faixa estimada, de 4% a 7%, no conceito consolidado. No Brasil, cresceu 4,2% ante intervalo que ia de 4% a 7%.

Para a margem financeira com clientes, ganho das operações de crédito, o banco prevê aumento de 9,5% a 12,5% neste ano frente a 2018, tanto no consolidado como no Brasil. No caso da margem financeira com o mercado, que refletem basicamente as operações de tesouraria, o Itaú projeta intervalo de R$ 4,6 bilhões a R$ 5,6 bilhões no consolidado e de R$ 3,6 bilhões a R$ 4,6 bilhões no Brasil.

O Itaú espera que o seu custo de crédito, que inclui o Resultado de Créditos de Liquidação Duvidosa, Impairment e Descontos Concedidos, some de R$ 14,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões no consolidado. Na operação Brasil, a faixa estimada vai de R$ 12,5 bilhões a R$ 15,5 bilhões.

Já para as receitas com prestação de serviços, o banco prevê incremento de 3% a 6% tanto na operação consolidada quanto na Brasil. Do lado das despesas operacionais (não decorrentes de juros), o banco projeta elevação de 5% a 8% no consolidado e 5,5% a 8,5% Brasil.

A alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social deve ser de 31% a 33% no consolidado e de 32% a 34% Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.